quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Mais um selinho


Esta menina, acha que o meu blog é um reino fantástico, fiquei babada com este miminho.  Muito obrigada minha querida também tu e o teu blog são fantásticos. Um grande beijinho.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Intervalo para publicidade

Esta menina, já está em campanha de Natal. Visitem o blog que tem coisas muito giras e fofas e quiçá, encontrem aquela prenda que é a cara chapada de alguém que conhecem. E ainda podem participar no sorteio que está a decorrer e habilitarem-se a ganhar 25 trincas, não, não são daquelas trincas com os dentes, terão de passar por lá para perceberem.

domingo, 10 de outubro de 2010

Mais um selinho



Esta menina e esta menina, ofereceram-me este selinho por ter comentado os seus últimos posts.
Obrigada minhas queridas, gosto bastante dos vossos cantinhos, daí não resístir a comentá-los sempre que tenho oportunidade.
O selinho é muito giro e muito representativo da classe feminina. Também eu, como gaja que sou, adoro malas e sapatos. E boys of course.



sábado, 9 de outubro de 2010

pequenos, Grandes gestos

Costumo queixar-me do trabalho que é desgastante. Quem atende público sabe que não é fácil, há de tudo um pouco e por vezes torna-se difícil gerir os diversos tipos de personalidades. Mas nem tudo é mau no reino dos subterrâneos, se a grande maioria apresenta um feitio difícil, no meio deles também vão aparecendo aqueles que nos deixam com um sorriso nos lábios e recordações engraçadas e simpáticas, pela simplicidade dos seus pequenos gestos.

Há uns tempos, apareceu-me um cliente ucraniano enorme daqueles que metem respeito só de olhar . “Sénhora, precisa trocar passe, patrão mudou local de trabalho”. Pensei para com os meus botões «isto não vai correr bem». Apresentei-lhe a nova politica das empresas de transportes, em que as trocas foram abolidas em prol das anulações, com cobrança de uma taxa diária de utilização. Pediu para lhe fazer as contas do dinheiro a receber, o que eu fiz enquanto lhe lançava o mais simpático dos meus sorrisos e dizia umas larachas. Resumindo, ia fazendo o papel da palmadinha antes da injecção, para que esta não fosse tão dolorosa. Finalmente, quando o computador me deu o resultado final, eu transmiti-lho um pouco constrangida com a miséria do total a reembolsar e com a certeza que o sr. iria passar-se e cuspir-me num olho. Quando acabei de falar fiquei a observá-lo na expectativa da reacção com que iria brindar-me. Ele ficou a olhar para mim com aquele olhar alheado e pensativo de quem está a fazer contas de cabeça, eu sustive a respiração e esperei a bomba do costume «O quê? Estão a querer roubar-me...». Mas os segundos passavam e ele nada, até que de repente os olhitos ganharam um brilho de vida, a boca rasgou-se num sorriso e ele debitou: «Com esse dinheiro posso beber dez cérvejas».
Desatei a rir, realmente uma situação pode ser boa ou má consoante o ângulo de observação. Expirei finalmente com alívio, todo o ar que tinha estado a reter e brinquei: “«Beba só nove e deixe a outra para mim, também eu estou necessitada de uma cerveja». Os olhos deles abriram-se numa expressão de espanto e questionou-me: «Você gosta de cérveja?» ao que eu respondi descontraidamente «Claro que gosto». Continuamos a conversar, ele assinou os papéis da anulação, eu entreguei-lhe o dinheiro e quando se levantou para sair disse-me «Você foi muito simpática, eu vou trazer cérveja p’ra você». Aí, foi a minha vez da reacção de espanto,  expliquei-lhe que estava a brincar, que não queria cerveja nenhuma e mais, que é expressamente proibido beber no local de trabalho, ainda podia ser despedida. Ele riu e despediu-se com um grande «obrigado sénhora».
Eu continuei o meu trabalho e esqueci o Anatoly, era este o seu nome, mas por pouco tempo. Passados uns minutos ele volta a entrar gabinete adentro com um sorriso malandro estampado no rosto e entrega-me o mais discretamente possível, com um olhar cúmplice, aquilo que se via nitidamente ser uma garrafa dentro de um saco de papel pardo (gato escondido, com o rabo de fora), eu fiquei encavacada a olhar para ele e balbuciei a meia voz «eu disse que era brincadeira, não valia a pena». Ao que ele respondeu «E eu disse que trazia, vá aceita depressa p’ra ninguém ver» e eu lá agarrei na garrafa atabalhoadamente e escondi debaixo da secretária, perante o olhar divertido da cliente que estava sentada à minha frente. E o grande Anatoly, que tem um tamanho proporcional à simpatia, virou costas e saiu com um ar satisfeito, deixando-me também a mim com um sorriso nos lábios.
Foi um pequeno gesto, mas que encerrava dentro de si algo muito maior, pela sua simplicidade e desprendimento.
Um grande bem haja, para todos os Anatolys deste mundo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Tempestades em copos de água

O excesso de trabalho anda a pôr-me doida. Chego a casa todos os dias com um cansaço físico e psicológico  tão grande, que só me apetece deitar e dormir até 2011.  O tempo livre que me resta é quase nulo, entre o chegar a casa, jantar, arrumar a cozinha e organizar as coisas para o dia seguinte, olho para o relógio e são dez da noite. Está na hora de obrigar o piolhito a ir para a cama, tarefa difícil pois ainda não tive tempo de lhe prestar  a devida atenção.  Estou a tornar-me numa mãe ausente, que se materializa apenas para fazer cumprir tarefas desagradáveis. De manhã é o acordar á força quando apetece tanto dormir mais um bocadinho, lavar a cara, tomar o pequeno almoço, lavar os dentes, vestir e ala para a escola que se faz tarde. Vemo-nos durante meia hora. À noite é o mesmo fado, a mãe chega e passado um pouco é vestir o pijama, lavar os dentes e ir para a cama porque mais uma vez se faz tarde. Estamos sempre com os minutos contados para alguma coisa. Tempo de qualidade para nós é algo para esquecer. Ainda bem que existem fins de semana, senão corria o risco de quase me transformar numa perfeita desconhecida. Hoje senti isso na pele, chorei de tristeza e mágoa e às tantas de raiva pela vida injusta que nos obriga a transformarmo-nos naquilo que não queremos e mais tarde ainda com mais raiva por não conseguir parar de chorar. Só pensava, porra, deixa de ser lamechas porque não há necessidade, existem por aí pessoas com problemas gravíssimos a lutar pela vida sem deitarem uma lágrima. Qual é o teu problema!? Tempestades em copos de água!? E não é, que é exactamente esse o meu problema, provocado pelo cansaço certamente, mas não deixa de ser uma tempestade num copo de água. O meu filho está cada vez mais habituado ao pai. O pai vai buscá-lo á escola, passeia com ele, dá-lhe o jantar, dá-lhe banho e brinca até aqui a chata chegar.  Portanto hoje, ele decidiu no meio de uma birra chorosa, que quer que o pai o vá levar á escola todos os dias, porque é do pai que ele gosta. Com cinco anos ele não entende que o pai trabalha de noite e por isso precisa de descansar durante parte do dia. Até porque, como pai abriu algumas excepções durante as primeiras manhãs do novo ano escolar, pois a adaptação à nova escola tem sido um drama emocional, ele agora acha que isso é plausível de acontecer todos os dias. E isto até seria fantástico, porque é sempre agradável saber que eles se dão tão bem. Não fosse aquele sentimento de aperto que me encolhe o coração, por me sentir cada vez mais dispensável devido à minha ausência e ouvir aquele choroso "eu gosto mais do pai", até me podia deixar de tempestades e ficar só pelos copos de água. Pois é, poder até podia, mas não consigo...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Voyeurs?...Analfabetos?...

Costuma-se dizer que uma imagem vale mais que mil palavras. Estou tentada em acreditar que esta é uma grande verdade. Vejamos o exemplo Facebook/Blog. Criei uma página há uns tempos no afamado Facebook, após alguma insistência por parte de uma colega. Parece que na altura eu já era quase a única do meio que não aparecia no “in” Facebook, o que me tornava uma pessoa um pouco “out”. Garanto que desde o inicio nunca achei grande piada à coisa e continuo sem achar. A informação que lá coloquei a meu respeito é mínima, quase nula, mas aproveitei para colocar diversas fotos onde apareço principalmente no meio motard que costumo frequentar com diversos amigos desse mesmo meio. E não sei bem como, porque após criar a página deixei de lhe prestar atenção, mas tenho uma legião de amigos. Ele não pára de chover convites de todo o lado e mais algum. A grande maioria rejeitados, porque não compreendo o interesse, principalmente quando esse interesse parte do garanhão cujo perfil diz querer conhecer mulheres e já tem dois mil amigos, do sexo feminino, pois tá claro. Nos entretantos, lá fui aceitando outros que me despertaram a atenção por qualquer motivo, mas nunca mais actualizei a página que tem andado por aí a vaguear, certamente já cheia de teias de aranha. E qual não é o meu espanto, quando um destes dias resolvo olhar com olhos de ver para a dita cuja, a pensar que tinha para aí quinze ou vinte amigos e me deparo com setenta. Pois é, para algumas pessoas pode não parecer muito, mas para mim é uma multidão, porque tenho a página há meia dúzia de meses e costumo usar mais a tecla ignorar do que a tecla aceitar.


Aqui se levanta a minha questão. Vivemos nós num país de voyeurs, ou de analfabetos que preferem ver fotos porque ler dá muito trabalho?

domingo, 3 de outubro de 2010

A minha máxima favorita

"Um sorriso simpático, vale por todas as palavras do mundo"

Usem todos os dias, de manhã, à tarde e à noite e garanto-vos excelentes resultados na vossa vida em geral e na vossa auto-estima em particular.

sábado, 2 de outubro de 2010

Pessoas fantásticas

Esta menina, escreveu um post no dia 30/09, que mexeu com os meus sentimentos mais profundos e ao qual não consegui ficar indiferente.

 Esta é uma situação que observo no meu dia a dia e que nunca consegui contornar, porque sempre me alterou o sistema nervoso. Esta é a situação que obrigatoriamente me irá expor porque é uma situação à qual não consigo ficar indiferente. Esta é a situação que me fará pôr fim ao meu anonimato, porque eu pretendo que toda a gente conheça a realidade latente no ser humano que nos rodeia.


O post, em questão, veio precisamente de encontro ao meu do mesmo dia, que escrevi de uma forma enigmática para que cada um tirasse as suas ilações, sem entenderem ao certo ao que eu me referia ou percebessem quem eu sou.

Hoje vou explicar tudinho.

Imaginem alguém preso debaixo de um comboio. Atirou-se? Caíu? Está vivo, morto? Ninguém sabe, estas coisas acontecem sempre naquela fracção de segundo em que ninguém está a olhar. Na altura isso também não interessa nada, há que cumprir com os procedimentos inerentes à situação “Ser humano preso debaixo de um comboio”. Pára tudo. O comboio não mexe nem mais um milímetro. À que chamar uma grua, a PSP, o INEM e os bombeiros. E até a situação ser devidamente resolvida, nada mexe, ou seja aquela linha fica parada até normalização completa do cenário. O que depende desse mesmo cenário. É assim, se o sujeito não morreu (ás vezes uma pessoa tem tanto azar na vida que nem o suicídio lhe corre bem), a coisa até é minimamente rápida. Se o sujeito morre está tudo lixado. Aí há que chamar o médico legista, porque um corpo não pode ser removido sem o parecer do mesmo e estes senhores são sempre umas pessoas extremamente ocupadas, daí que quando conseguem chegar ao local duas horas depois da chamada a malta ainda agradece com vénias e efusivos “Obrigado pela sua celeridade doutor”.

Até aqui tudo na conformidade, certo? Errado….

Eu sou aquela que trabalha naquele gabinete que diz ser do cliente e onde o dito cliente se acha sempre dono e senhor da razão, seja qual for a questão que o atormenta.

Portanto, vamos lá tentar explicar que a circulação está parada devido a uma queda ou suicídio.

Mais uma vez parece fácil, certo? Errado….

Estas situações fazem sempre emergir o que de pior existe no ser humano e que no fundo de tão ridículo até chega a ser engraçado por parecer inverosímil perante o comum dos mortais.

Para além do típico reembolso dos bilhetes, os quais a Empresa se prontifica de imediato a trocar, existem sempre os típicos contestatários.

Se lhes dão outro bilhete, não lhes faz falta porque não pensam voltar a viajar, se lhes devolvem o dinheiro é porque estão a gozar com eles, porque neste momento já estão tão atrasados que precisam de apanhar um táxi e a quantia apresentada não chega nem para fazer parar o dito cujo.

E é neste ponto que os verdadeiros seres humanos se começam a revelar.

Exemplos simples:

. Ouça, nem quero saber o que se passa. Quero é chegar ao meu destino rápidamente e você vai ter de arranjar maneira de me resolver o problema.

. Olhe, eu não quero saber se alguém está preso debaixo dum comboio, isso é problema seu, neste momento quero é saber como é que você vai resolver o meu problema de deslocação

. Tenho um amigo meu preso numa carruagem em plena galeria já há dois minutos. Ele está a ficar claustrofóbico e com falta de ar. Portanto se há um suicida debaixo do comboio, caguem no gajo e cheguem o comboio à frente para que os outros possam sair. Se está morto ou vivo??? Isso é cagativo, se o gajo está lá é porque queria morrer, só estão a ajudá-lo, a ele e ao resto do pessoal que quer é bazar dali para fora.

Estes são pequenos exemplos do meu trabalho diário, perante o meu típico cliente que acha ter sempre razão independentemente das circunstâncias.

Perante isto, acho que devo continuar a insistir na máxima: Ele há pessoas fantásticas, não há!?

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

De engenheiro e de louco todos têm um pouco

A estupidez passeia de mãos dadas com a ignorância.


Vivemos num país de “engenheiros”, que mal sabem resolver os seus problemas mas têm sempre solução rápida e “engenhosa”, para os dos outros. Se existe um problema que não é solucionado no prazo de dois segundos eles  materializam-se como chuva de sapos em dia de juízo final, mobilizam-se para exigirem explicações. Porque do alto da sua sabedoria, a não resolução imediata do problema é sinónimo de incapacidade e desleixo. Mais, é algo feito intencionalmente apenas para lhes estragar o dia. Sim porque aqui a malta como não tem mais nada para fazer, diverte-se a arranjar problemas, para se divertir à conta do mau humor dos clientes. Somos todos uma cambada de mentecaptos, que deveriamos estar no desemprego e dar o lugar a estes visionários, que embora não enxerguem um boi à frente do nariz, nem entendam népias dos meandros da coisa, serão certamente o futuro dos problemas do país.
Há pessoas fantásticas, não há?

sábado, 25 de setembro de 2010

Afinal o que é imprescindível?

Tempos difíceis. Trabalho, trabalho, trabalho…. Não há descanso, não há horário, não há pachorra. Hoje finalmente lá consegui ir a uma consulta de oftalmologia, marcada há mais de um mês e meio. Mas apenas, graças à bondade de uma colega que insistiu em assegurar o serviço durante a minha ausência. Um grande bem haja para ti R., mais do que uma excelente colega tens sido uma verdadeira amiga. Nas ultimas duas semanas já desmarquei duas outras consultas (de outra especialidade), devido ao excesso de trabalho, à falta de pessoal e à falta de companheirismo, que se sobrepõem sempre aos cuidados de saúde. A última vez valeu-me um valente raspanete do meu pai, que só me dizia “Filha, olha primeiro para a tua saúde, o resto é secundário”. Mas este meu feitio de dever para com o serviço, por vezes não me deixa agir de outra forma. Sou recompensada por isso? Não, não sou. Mas serei eu capaz de agir de outra forma? Também não. Sabem aquela sensação estúpida de culpa por faltar ao trabalho em alturas de grande movimento? “Ah., e tal a minha presença é imprescindível, senão lá terá outro colega de arcar com o meu trabalho, coitadito”.  Pois é, não sei de que lado estará a razão.  Mas há uma máxima que decididamente está do lado do meu pai: Os cemitérios estão cheios de pessoas imprescindíveis.