quarta-feira, 9 de março de 2011

Diferença entre parar e abrandar

Para descontrair.
Uma pequena aula de código, para quem ainda possa ter dúvidas sobre o verdadeiro significado do sinal STOP.


Um advogado conduzia distraído quando, num sinal de STOP, passa sem parar, em frente a uma viatura da POLÍCIA.

POLÍCIA: - Ora muito boa tarde. Documentos e carta de condução, fáchavor...

Advogado: - Mas por quê, Sr Polícia?

POLÍCIA: - Não parou no sinal de STOP, ali atrás.

Advogado: - Eu abrandei, e como não vinha ninguém...

POLÍCIA: - Exactamente... Documentos e carta de condução, fáchavor...

Advogado: - Você sabe qual é a diferença jurídica entre abrandar e parar?

POLÍCIA: - A diferença é que a lei diz que num sinal de STOP, deve-se parar completamente. Documentos e carta de condução, fáchavor...

Advogado: - Ou não, Sr Guarda. Eu sou advogado e sei das suas limitações na interpretação de texto de lei. Proponho-lhe o seguinte: Se você conseguir explicar-me a diferença legal entre abrandar e parar, eu mostro-lhe os documentos e você pode multar-me. Senão, vou-me embora sem multa.

POLÍCIA: - Afirmativo, concordo... Pode fazer o favor de sair da viatura, Sr. Advogado?

O advogado desce e então a patrulha da POLÍCIA saca dos cacetes, e aquilo é porrada que até ferve, para cima do Advogado. Socos pra tudo quanto é lado, lambadas, biqueiradas nos dentes...

O advogado grita por socorro, e implora para pararem.

E o POLÍCIA pergunta: - Quer que eu pare ou que abrande...!?

Advogado: - PARE!... PARE!... PARE!...

POLÍCIA: - Afirmativo. Documentos e carta de condução, fáchavor

 
 
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terça-feira, 8 de março de 2011

Feliz dia da Mulher

"Mais vale o seio que amamenta o mundo, que a mão que o governa..."



Um dia Feliz para todas as Mulheres...






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segunda-feira, 7 de março de 2011

Nível acima de tudo...

Uma modesta lição, sobre como dizer expressões populares... mas com nível...



. "Deglutir o batráquio" (Engolir o sapo)

. "Colocar o prolongamento caudal no meio dos membros inferiores" (Meter o rabo entre as pernas)

. "Se quer considerar a possibilidade de fêmea bovina expirar forte contracções laringo-bucais" (Nem que a vaca tussa)

. "Retirar o filhote de equino da perturbação pluviométrica" (Tirar o cavalinho da chuva)



E a minha favorita:


. "Sugiro veementemente a Vossa Excelência que procure receber contribuições inusitadas na cavidade rectal" (Vá levar no cu)


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sábado, 5 de março de 2011

Inacreditávelmente desumano

A Joana do Blogue I Love Tortillas, publicou um post que me deixou deveras  revoltada, incrédula e "doente". A crueldade para com os animais é noticia de longa data, mas este tipo de crueldade ultrapassa os limites. Crueldade gratuita por pura diversão, o que é isto? Estas pessoas não são pessoas, são mais animais que os animais que torturam.
Vejam o post aqui.

Revoltem-se.

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Citação

"Na vida não existem prémios nem castigos, mas sim consequências."

Robert Green Ingersoll


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quinta-feira, 3 de março de 2011

Tempo e paciência... precisa-se.

Por favor, alguém me ajude e me indique onde se compra tempo…. e paciência, já agora.


A minha vida não anda nada fácil. Eu e o meu marido parecemos a mulher a dias e o padeiro, mas modernaços felizmente, porque pertencemos à era dos telemóveis. Passamos a vida ao telefone, a transmitir recados um ao outro. E porquê? Quando eu saio ele está a dormir, quando eu entro ele está a sair. Por este andar, qualquer dia entro em casa e não o conheço. Ainda bem que há o piolhito para fazer o reconhecimento do pai e da mãe.

Os últimos dias têm sido maratonas de trabalho desgastante e frustrante. É só gente doida, uns atrás dos outros e repetidos, porque já não lhes chega um único dia para lixarem o juízo à malta, qual quê, giro, giro é mesmo insistir vários dias seguidos. Eu juro que já cheguei a sair do gabinete para verificar se a placa da entrada (assim por magia) não teria sido substituída durante a noite por outra com os dizeres “clínica psiquiátrica”. Já não há pachorra, as pessoas andam frustradas com a crise, então devem sair de casa de manhã e pensar: «É pá, não tenho dinheiro, a vida não me anda a correr bem, esta noite não tive direito a sexo, portanto bora lá lixar o juízo a um funcionário dos transportes públicos, que é sempre assim a modos, que uma terapia alternativa, simples, fácil e gratuita como se quer. Ainda por cima pá, comprei um passe combinado ... isto inclui de certeza, enfernizar a vida aos gajos». Então e eu? Quando me passar de vez vou enfernizar a vida de quem?

Como o tempo tem sido limitado, porque entre o trabalho e os restantes afazeres o que resta é escasso, não tenho tido grandes oportunidades para me dedicar ao blogue ou para espreitar os vossos cantinhos, peço desculpa. Também não consigo aprender o conceito de “post agendado”, escrevo tudo “às três pancadas” à última hora. Portanto, quando não há tempo… não há post.

Mas hoje, não quis deixar passar em branco. Porque por muito que eu vos falhe, vocês continuam a ser uns queridos amigos blogosféricos (é giro o termo, não é?). Que me continuam a encher de mimos, sem eu fazer por isso. Caiu assim de repente, neste humilde cantinho, uma chuvada de selinhos, que eu não poderia ignorar, muito pelo contrário, só posso e quero agradecer. Muito, muito obrigada a todos vós. E agora vou passar à frente e mostrar os selos, antes que desate a chorar, alague o teclado do computador e esta porra entre toda em curto-circuito.

Oferecido pela menina do blogue Minis, tremoços&Saltos altos.

Oferecido pelas meninas dos Blogues Xá das 5 com Blair Randall, Coisas (in)significantes e My Dear Heart.



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terça-feira, 1 de março de 2011

Em terra de visionários, quem não tem olhos é rei

Uma história de outros tempos...

Há uns anos atrás, quando eu era mocinha de bilheteira, a profissão não era fácil devido aos trocos sempre em modo red line, o que nos fazia aceitar toda e qualquer moedinha que aparecesse, como uma dádiva do céu. O senhor P., invisual, ganhava a vida como pedinte mas foi o nosso anjo dos trocos durante muitos e bons anos. Juro que quase ouvia uma música celestial quando o via aproximar-se, porque a sua presença significava que a partir dali o dia iria correr-me muito melhor.


O senhor P. chegava, entregava-me para contagem os despojos do dia através da porta da bilheteira (para não incomodar o trabalho no guichet) e tomava posição junto à mesma, implacável, apoiado na bengala, numa pose firme e hirta, qual guarda do palácio de buckingham, tentando dissuadir o povo de me incomodar. Aquele povo que não pode ver uma porta aberta sem achar que é um convite à intrusão. Aquele povo visionário, com olhinho de águia, ao qual não escapa a cagadela de mosca no azulejo 347 da estação, mas com imensa dificuldade em visualizar placas informativas. Algumas delas a três passos de distância e com o destino bem explicito numa área maior que a minha sala de estar. É aquela lei da preguiça desenrascada «se eu posso perguntar, p’ra quê dar-me ao trabalho de ler!?». Então, enquanto eu ia contando moedas e vendendo bilhetes em simultâneo, o sr. P. ia dando instruções, qual policia sinaleiro bem treinado. «É para a esquerda, é para a direita, depois da passadeira rolante são as primeiras escadas à sua direita, são já aqui as escadas do meu lado esquerdo, está a ver a placa por cima que diz….?» E por aí adiante, o sr. P., ia instruindo pessoas, indicando destinos e mostrando a quem quisesse ver… que não é preciso ter olhos para ser “rei”.


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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Desafio para os apreciadores da lingua portuguesa

O que foi omitido em todo o texto abaixo?

Sem nenhum tropeço posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo isso permitindo mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível.


Pode-se dizer tudo, com sentido completo, mesmo sendo como se isto fosse mero ovo de Colombo.


Desde que se tente sem se pôr inibido pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento.


Trechos difíceis se resolvem com sinónimos.


Observe-se bem: é certo que, em se querendo esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo.


Brinque-se mesmo com tudo.


É um belíssimo desporto do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P", "R" ou "F", o que quiser escolher, podemos, em corrente estilo, repetir um som sempre ou mesmo escrever sem verbos.


Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir.


Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos.


Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês.


Por quê?


Cultivemos nosso polifónico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.


Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores.


Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.


Descobriu?


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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Fornicação cerebral

Poderá uma pessoa apresentar queixa de violação, quando é fornicada por outra durante dois dias seguidos sem consentimento?

É pá, não me pagam para isto. Se eu soubesse o que sei hoje, tinha apostado numa licenciatura em psiquiatria. Fónix, que ele há gente muita marada...


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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O sexo e a base de dados

Mulher, quarentona, exibindo uma proeminente copa D, mas com pinta de macho camionista e um vernáculo à altura,.


Primeiro pensamento: Lésbica, macho alfa.

Reclamou, argumentou, contra-argumentou porque o seu passe estava literalmente feito em dois, mas ela não se achava no dever de pagar um novo.

Pedi-lhe o passe e a identificação para aceder à ficha de cliente, passou-me o passe para a mão enquanto procurava na carteira (tirada do bolso de trás das calças, pois tá claro) o bilhete de identidade.
Quando bati com os olhos no nome gravado no cartão li: António S.

Segundo pensamento: Alguém na produção de cartões fez asneira. Enganaram-se, trocaram o (a) por um (o) e transformaram aqui a madame num homem. Ok. Já trato dessa parte.

Entretanto, a senhora já tinha encontrado o BI, peguei nele e fiquei a saber... que tinha mesmo o prazer de estar a falar com... o Sr. António Manuel S..

Terceiro pensamento: Porra, afinal a única enganada aqui sou eu, isto é mesmo um gajo. Mas um gajo pá? Então não é suposto um gajo que vira gaja ser ainda mais feminino que qualquer verdadeira gaja? Bom se calhar é só um mito. Passa à frente...

Depois do problema solucionado e o/a cliente pelas costas, pude debruçar-me melhor sobre o assunto e perder-me nos meus pensamentos. Até porque, tinha de registar o atendimento no computador e a base de dados só me dava duas opções, masculino ou feminino, por qual das duas deveria optar?

O bilhete de identidade dizia tratar-se de um homem, mas a personagem ao vivo assemelhava-se a uma mulher (feia, porca e má... mas uma mulher) que não ripostou quando a tratei como tal. Fiquei num dilema... por um lado até podia ser um homem vestido de mulher, mas por outro até já podia ser toda ela mulher (pelo menos a copa D assim o afirmava) mas ainda sem oportunidade de mudar o nome. Fiquei baralhada... tenho amigos gay, amigas lésbicas, já conheci alguns transexuais, travestis e afins, mas nada se encaixava no género que não era carne nem peixe, era mais assim a modos que um pedaço de tofu… pode ser as duas coisas.

Liguei ao meu chefe, um senhor dotado de algum sentido de humor, contei-lhe a história e coloquei-lhe a questão: «Então chefe, onde ponho a cruzinha, no menino ou na menina?» E ele: «Olhe, deixe em branco...»

Mas na semana seguinte, quando acedi à base de dados, verifiquei que tinha sido remodelada e modernizada mesmo à medida dos nossos dias. Sexo: Masculino, Feminino e… Desconhecido.

 
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