E voltei. Concentração terminada com algum sucesso e muito trabalho. Foi desgastante, este ano foi a doer, era-mos poucos e o trabalho foi a dobrar, não houve tempo para grandes divertimentos. Fotos quase zero, bebidas idem (nada com direito a ressaca) e convívio… algum, porque a minha localização assim o proporcionava (caixa, toda a gente passava por mim se queria beber ou comer). Não foi fácil, mas foi um verdadeiro exemplo do espírito motard. Ao final do segundo dia já todos extenuados e algumas coisas a correrem menos bem, houve uma amiga do grupo que disse: «Quando as coisas correm mal, a única coisa a fazer é mantermo-nos mais unidos do que nunca e ultrapassar-mos os obstáculos». Palavras sábias. União, uns pelos outros. E o pessoal entrou no espírito e tudo acabou por correr bem até ao final. Como bónus, quase às cinco da manhã (e deixando as falsas modéstias de lado) aqui a vossa amiga ainda ouviu da boca de uma estranho as palavras que fizeram com que todo o cansaço valesse a pena: «deixe que lhe diga antes de mais, que você tem um sorriso lindíssimo e depois, recebe toda a gente com tal simpatia que dá gosto vir ter consigo. Digo-lho eu que tenho anos deste tipo de eventos, onde muitas vezes dou o meu dinheiro a quem parece estar a recebe-lo por favor. Você faz o clube merecer cada cêntimo que recebe. Os meus parabéns.» Eh. Pá, fiquei encavacada p’ra caraças, que eu sou muito p’ra frente ah e tal, mas não sei reagir a elogios. Lá balbuciei um obrigada envergonhado mais vermelha que um pimento zizi ( não sabem o que é? Publico no próximo post) e continuei como se nada fosse, mas com o ego renovado. O cansaço… esse, só agora está a ir embora. Mas se me perguntarem se valeu a pena, só posso responder... valeu e voltaria a fazer tudo de novo.
We don't ride fast, we just fly low...
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