P#t@ que pariu o passe social +
Uma gaja deixa de ter vida própria, após horas e horas de trabalho (às vezes onze) com o nariz enfiado em papéis das finanças, segurança social, documentos pessoais e bases de dados. Já não há paciência, nem força, nem vontade para nada. Resta-nos chegar a casa, gritar com o marido, espancar o puto e o cão, atirar com o computador pessoal e o telemóvel à parede porque a vontade para interagir de uma forma civilizada com outro ser humano... Ui, já morreu de trombose há horas atrás. Uma pessoa fica exausta, esgotada e com instintos pouco sociáveis ou, de prostração absoluta, em que qualquer cama ou sofá num ambiente silencioso soam a paraíso. Há um mês que esta situação dura e promete durar, deve ter o patrocínio da duracell, mas no que toca à minha pessoa as pilhas estão a chegar ao fim. No entanto, todo este massacre psicológico, tem trazido consigo histórias deveras interessantes, cada uma à sua maneira e, que talvez valham a pena serem contadas. Em paralelo, nos meus cruzeiros diários Margem sul/Lisboa, Lisboa/Margem Sul, tenho lido Gabriel García Márquez, o que me inspirou para uma possível sequência de posts intitulada “memória dos meus clientes tristes”. Que quiçá, talvez aconteçam, se algum dia voltar a ter tempo na p#t@ da minha vida.
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