A malta sai do autocarro desembolada e direitinha ao quiosque do café da estação fluvial. A
piquena atrás do balcão agarra-se automaticamente e de forma vigorosa ao manipulo da máquina, adquirindo uma postura de pistoleira antes de um duelo e, a malta começa a disparar: o meu é cheio; o meu é curto; o meu é pingado; o meu é... o raio que o parta... e por aí adiante...
Ora, aqui a menina que não gosta de confusões, que até foi a ultima a chegar e, que só quer um CAFÉ... mantém-se calma e serena no seu cantinho, sem soltar um pio e a aguardar calmamente a sua vez. E tudo correria dentro da normalidade, não fosse o olho de lince e a destreza de língua da pistoleira que resolve disparar contra a minha pessoa do outro extremo do balcão:
- A senhora aí ao fundo é normal?
Continuei com o meu semblante sério, limitando-me a arquear a sobrancelha esquerda e... a responder-lhe:
- Quero acreditar que sim. Porquê? Não pareço?
...