quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo

E pronto, mais um ano a acabar. É impressão minha, ou passam cada vez mais depressa!? Cá por casa as coisas estão um pouquito melhores, em termos estatísticos podemos dizer que o piolhito está nos noventa e cinco por cento, quase cem, não fosse a "tosse de cão" que teima em ficar. E a mãe do piolhito ronda para aí os setenta por cento. São bons números, portanto.


Vamos então despedir-nos do ano velho, tentando deixar para trás tudo o que nos atormenta. E entrar no novo ano cheios de esperança e energia positiva.

Para todos um Feliz Ano Novo

 


;)


quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Presente envenenado

Olá meus amigos, tenho andado ausente a curtir a minha prenda de Natal. O menino Jesus deixou-me no sapatinho, um presente memorável. Uma gripe de excelente qualidade, aquela que vem para ficar, envolve-nos no seu abraço e faz questão de se tornar a nossa melhor amiga durante os dias seguintes . Ainda por cima irrecusável, não há recibo para troca e não a conseguimos oferecer a mais ninguém, de forma a fazê-la desaparecer da nossa vida.


Hoje finalmente, acho que começou a fartar-se de mim, pelo menos já me sinto um pouco melhor. Espero que passe a detestar-me e me abandone de vez.

Fazendo um apanhado desta ultima quinzena do mês, quero prever um 2011 maravilhoso. Afinal tenho andado a tentar deixar todas as coisas que não interessam em 2010, conforme manda a tradição.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal

*Um feliz natal para todos*

Para os meninos

E para as meninas


;)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

À espera de um milagre de Natal...

Ultimo dia de trabalho, felizmente. Já não aguentava mais. O piolhito está na mesma, não há melhoras à vista. Sempre com febre, com dores, tosse e cada vez com mais expectoração. Passa a vida deitado num dorme/acorda contínuo, não come e não reage a nada. Uma colega minha enviou-lhe um brinquedo xpto, com o qual ele iria delirar em qualquer outra ocasião e a reacção foi... nula.


Acabei de falar com o pediatra, que mandou suspender toda a medicação passada na urgência e dar-lhe apenas brufen até à consulta... amanhã. Mais 24 horas de sofrimento.
O pediatra é excelente, infelizmente só dá consultas às segundas e quintas. Na segunda-feira não quis ir, porque como já tinha sido medicado no dia anterior, achei que devia dar tempo ao tempo. Agora só amanhã. É o resultado de não querer parecer uma mãe histérica.

Espero que o médico faça um milagre. Afinal o Natal é logo no dia a seguir e nem quero pensar, no meu piolhito prostrado, sem conseguir apreciar uma época que ele tanto gosta.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Em estado zombie

Estou com tanto, mas tanto sono, que até a secretária me parece uma cama deliciosa. Sinto-me uma verdadeira zombie, as pessoas falam para mim e tenho de levar algum tempo a processar a informação, antes de conseguir responder. Será que é de mau tom colocar um aviso na porta do gabinete, com uns dizeres do género: "Acordar só em caso de emergência, senão, é favor não incomodar" e dormir assim um soninho dos justos, daqueles que nos deixam com o fio de baba a escorrer?

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Muito obrigada

Meus amigos. Um grande obrigada a todos, pelas palavras simpáticas e a energia positiva.


As coisas continuam sem estar bem, o piolhito continua doente, sempre a oscilar ente a febre, os vómitos, dores abdominais e agora tosse. O médico das urgências disse tratar-se de uma virose. Vamos esperar para ver. Só sei que esta noite foi horrível, ele não conseguia dormir com dores, consequentemente mais ninguém dormiu. Agora estou no trabalho com um olho aberto outro fechado e o coração apertadinho de preocupação. Vai ser uma longa manhã.

P.S. Não pensem que eu sou doida. No sábado fiquei mesmo triste com as circunstâncias e quando me apanhei sozinha, acabei por vir para aqui desabafar. Como já vos tinha dito, tenho andado um pouco isolada e sem vontade de grandes convívios. Na única ocasião em que resolvo aproveitar uma festa, à qual decidi ir quase no último minuto, as coisas correm mal. Fiquei lixada, pois fiquei. Mas pronto, não acredito em bruxas, neste momento estou mais inclinada para a lei de Murphy;)

Mais uma vez muito obrigada. Com tanta energia positiva, as coisas só podem melhorar daqui para a frente.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem...

Estou com uma tristeza tão grande que só me apetece chorar. A vida às vezes não é nada justa. Por muito que não queira acreditar em bruxas, às vezes parece que elas fazem questão de se mostrar, só para que eu não as desacredite.


O que deveria ter sido uma tarde e noite de festa, junto à nossa família motard, terminou para mim e para o meu piolhito abruptamente. Sem explicação possível, o piolho de repente começou a ficar estranho, com febre, vómitos e sono. Em pleno restaurante nos poucos 45 minutos que conseguimos lá ficar, ele foi alternando entre o dormir e o vomitar até que desisti e vim para casa. Agora está a dormir, um sono sobressaltado mas pelo menos sem vómitos nem febre e eu estou de vela a ver no que isto vai dar.

Como se não bastasse, chego a casa e dou de caras com a minha linda bonsai, que ainda hoje de manhã se apresentava viçosa, completamente murcha como se lhe tivessem dado um banho de água quente. E até o cão está estranho, não me ligou nenhuma e está muito sossegado na cama, com um ar enjoado sem ligar a nada nem a ninguém.

Estou a tentar fazer de conta que não é nada. Como diz o meu amigo S. “Motard que é motard, não bebe leite come a vaca”, e eu estou para aqui, não a tentar comer a vaca, mas a tentar pegá-la pelos cornos. Mas não está fácil, porque não consigo afastar a sensação, de que para pegar a vaca tenho primeiro de descobrir a bruxa na qual ela se transformou. Eu não quero acreditar nestas merdas, mas que isto parece a porra de um mau olhado, lá isso parece.

PS. Um grande bem haja para todos os amigos motards que se preocuparam e sofreram connosco.

E outro grande bem haja, para o pessoal do restaurante que foi cinco estrelas. Eles preocuparam-se, tentaram ajudar, limparam o vomitado com um ar solidário (embora tanto eu como o meu marido nos tenhamos oferecido para o fazer) e ainda facultaram a chave da casa de banho pessoal que era a mais próxima, para que não nos tivéssemos de deslocar à dos clientes, que ficava relativamente longe perante as circunstâncias. Uns queridos.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Gaffe telefónica

Eu e os telefones não temos um bom relacionamento. Embora possam ser uns aparelhos muito úteis, não sou uma apreciadora dos mesmos. Falta-lhes aquela parte visual, olho no olho que eu tanto aprecio. Pessoalmente acho-os uns objectos matreiros, que só devem ser usados em ultimo recurso. Ainda bem que não trabalho num call center, senão já teria dado um tiro na cabeça. Mas por vezes, sou obrigada a contactar clientes por esta via e então sucedem-me coisas como esta:


Eu: Bom dia, fala fulana tal, da empresa tal. Estou a falar para a residência do sr. JG?

Do outro lado: Sim.

Eu: Estou a falar com o próprio?

Do outro lado: Não. Está a falar com a esposa.

Sabem aquelas alturas em que querem que a terra vos engula? Pois é como me estou a sentir agora.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Mais educação infantil - parte II

Para todos os que perguntaram se o piolhito estava melhor, o meu obrigada pelo carinho. E sim, já está bom e recomenda-se.


Está tão bom que já comecei a aproveitar-me dele.

Então é assim, o piolhito anda na pré-primária, mas já tem uma namorada, que por sinal até é das meninas mais bonitas da sala (o gajito não é nada parvo). A tia da pequena é dona da ervanária onde costumo adquirir alguns produtos. Nunca tive grandes conversas com a rapariga, embora a conheça de longa data. Tirando as conversas de ocasião na loja e o bom dia ou boa tarde quando nos cruzamos, nunca passou disso.

Ontem passei por lá e a coisa foi diferente, fez questão de puxar conversa sobre a escola e os piolhitos. Eu acabei por lhe confessar, que o meu filho diz que a sobrinha é a namorada dele, embora tivesse sérias dúvidas que a pequena soubesse. Ela riu e disse achar ser mútuo, pois a menina também fala muito nele. E pronto, foi assim uma conversa de comadres, com umas risotas pelo meio à conta das crianças.

No final, dei-lhe o dinheiro para pagar a conta e ela devolve-me um troco muito acima do esperado. Disse-lhe que devia ter-se enganado, pois costumo pagar muito mais pelo produto em questão, ao que ela respondeu com um sorriso. «Não, não me enganei, fiz-lhe um descontozinho especial». Agradeci satisfeita e fui para casa.

Assim que entrei questionei o piolhito. «Olha lá chavalo, a tua namorada ainda é a L., certo?» Fez que sim com a cabeça com um ar encavacado. «Então continua. E até novas ordens da mãe, não tens autorização para trocar, certo? Portanto vê lá se isso dura pelo menos mais uns anitos, ou pelo menos enquanto a mãe precisar de artigos da ervanária. Estamos, entendidos?»

Foi um mau conselho? Não, pois não? Em tempo de crise uma pessoa tem de aproveitar todos os recursos. Certo?

O que vale é que ninguém liga aos meus disparates, no final do meu monólogo o piolho olhou para mim a rir e respondeu-me «Oh mãe. Tu às vezes és mesmo doida da cabeça». Já viram isto!?

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Onde pára o Espirito Natalício?

Cada vez me desiludo mais com as pessoas. Como é possível existir tanto cinismo e tanta falta de boa vontade, por vezes para coisas tão simples e principalmente nesta época do ano? Não seria de esperar paz, amor e compreensão numa época que apela precisamente a isso? Ou será que em tempos difíceis, até os anjos foram trocados por demónios, que sussurram atrás da orelha de cada ser humano instigando à discórdia?


Não percebo e não entendo o porquê, de coisas pequenas que tinham tudo para dar certo, acabarem por terminar em momentos de raiva e rancor, quando, com um pouco de cedência de todas as partes, se poderia criar um momento feliz daqueles para recordar toda a vida.

Eu até sou alguém que tenta ver as coisas com humor e numa perspectiva positiva, mas há alturas, em que fico tão triste e decepcionada com as pessoas, que perco a paciência e a vontade de me relacionar. Ultimamente tenho andado um pouco isolada e sem vontade de grandes convívios. Daqui para a frente acho que vou continuar no meu casulo, porque começo a acreditar que atrás de cada pretenso “amigo” existe quase sempre um cínico latente, pronto a apunhalar o próximo nas costas após lhe ter concedido o mais simpático dos sorrisos.

Acho que a crise levou a bondade juntamente com o açúcar, daí o pessoal andar todo tão amargo com a vida...


.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Pensamento do dia

Hoje, "ganhei" mais um dia de "férias forçadas". O piolhito está adoentado desde ontem, cheio de frio, febre e muito molinho. Deduzo que seja reacção a uma das vacinas que apanhou, tal como a enfermeira me alertou na altura. A ver vamos.

Não estou com cabeça, para grandes escritos, mas aqui fica uma pquena história para reflexão:

Dois homens passaram o dia inteiro a cortar lenha.

O primeiro trabalhou sem parar todo o dia e conseguiu uma grande pilha de lenha.
O segundo também trabalhou todo o dia, mas foi descansando alguns minutos de hora em hora.
Ao fim do dia, tinha uma pilha de lenha muito maior que o primeiro.
- Como é que conseguiste cortar tanta lenha? - perguntou o homem que trabalhou sem descansar.
E a resposta foi esta:
- Enquanto descansava, ia afiando o meu machado.

E vocês têm parado para afiar o vosso machado?

domingo, 12 de dezembro de 2010

Familia

Estive a rever a prenda que ofereci o ano passado ao meu pai, no dia do pai. Foi das prendas mais sentidas e esforçadas que lhe ofereci até hoje e a minha maior demonstração de amor. Nunca esperei é que a mesma, mais tarde, se revelasse uma segunda demonstração de amor para mim própria.


O ano passado resolvi organizar todas as fotos existentes e fazer um filme intitulado “Memórias de uma vida”.
Quando faço algo, sou perfeccionista. Portanto, vi e revi as fotos vezes sem conta para enquadrá-las na época certa, no sitio certo, com a música certa. Resumindo, olhei para as fotos (a grande maioria já conhecida desde a infância, outras actuais mas vistas e revistas até à exaustão), centenas de vezes, para agora chegar à conclusão que olhei para todas sem as ver. Falando metaforicamente, estive cega até hoje.

Sim, porque hoje finalmente, revi o filme duas vezes com olhos de ver, para interiorizar bem a mensagem que ele transmite nas entrelinhas (inconscientemente colocada por mim) e que escapa aos mais desatentos (eu incluída)

O filme é longo, começa na infância do meu pai, o namoro e casamento com a minha mãe, o meu nascimento, o nascimento do meu irmão, o luto do meu pai após o falecimento da minha mãe, o casamento com a minha madrasta, o meu marido, o nascimento do meu filho e a convivência com os “avós”.

Como já frisei a história é longa. Mas só hoje reparei que independentemente da época e das diferenças, há sempre algo igual e que nunca muda ao longo de todo o filme. O amor da família.
Não há uma única foto que revele frete, ansiedade ou mau estar. Em todas há um ar de bem estar e amor impossíveis de fingir.

Independentemente de tudo o que já passamos e ultrapassamos, fiquei com a certeza de ter uma família que se ama de uma forma incondicional. E o engraçado é que inadvertidamente, fui eu que acabei por construir o caminho, que me levou a ver essa verdade, da qual cheguei a duvidar em tempos.


PS: As fotografias do meu filho com o meu pai (avô) e/ou a minha madrasta (avó do coração e melhor que certas avós verdadeiras que já conheci) são mesmo uma coisa proibida a diabéticos, tais são os níveis de doçura.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Hoje apetece-me ouvir isto sem parar



Esta música é a minha banda sonora, adoro-a, faz-me relembrar momentos muito bons da minha vida.
Hoje acordei com ela na cabeça e ainda não parei de a cantarolar (de estragá-la, pronto).
Sou fã de Billy Idol, mas esta é a faixa que me consegue pôr nostálgica e feliz ao mesmo tempo... Suspiro...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Não existem mulheres feias, existem é mulheres pobres

Mais um dia de compras. Centros comerciais, lojas e mais lojas, pernas pesadas e carteira leve.
Mas finalmente despachei todas as prendas de Natal, já posso respirar de alívio porque está tudo comprado. Nos entretantos não resisti em oferecer-me esta garrafinha ecológica que já andava a namorar há algum tempo.



Ontem tirei o dia para mim e fui finalmente arranjar o cabelo, que andava há meses a suplicar-me por ajuda. Quatro horas depois e uma pipa de euros a menos, saí do salão com um aspecto fantástico, mas com a consciência pesada e cada vez mais convencida que decididamente, não existem mulheres feias, existem é mulheres pobres.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Pensamento do dia

"Ningém tem mais probabilidades de cair num engano, do que aquele para quem a mentira, se ajusta aos seus desejos."

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Coração de mãe

Já vos disse que estou de férias? Não!? Pois é verdade, desde ontem, porque fim de semana não conta. Vá podem ficar cheios de inveja o dor de cotovelo que eu deixo.


Se me tenho divertido? Perguntam vocês. Oh, imenso. Ontem foi o dia da roupa porque já não dava para adiar mais. Sabem aquela pilha de roupa periclitante que ameaça cair com uma leve brisa? Era a minha. Sabem aquele local em que se tiverem o azar de perder alguma coisa, fica perdida para todo o sempre? Era o meu roupeiro. Portanto foi um divertimento completo, quase doze horas de acção e emoção inesquecíveis.

Hoje, dia dedicado às compras de natal. Foi produtivo, não posso negar, despachei praticamente tudo, o que foi um alivio para quem não tinha nada. Mas estou cansada, cheia de neura e com os pés a latejar, eu sou a vergonha das gajas. Não gosto de fazer compras. Perdoem-me.

Para descansar das compras um intervalozinho às quatro da tarde. E para quê? Não, não foi para lanchar, o petisco foi mesmo para o piolhito. As vacinas, também elas adiadas ao máximo, não passaram de hoje. Eu ia em pânico a lembrar-me da ultima vez. Nunca consegui esquecer a mágoa daqueles olhos fixos nos meus, e as lágrimas que rolavam mudas pela cara abaixo, mas que gritavam ao mesmo tempo uma cobrança que me estilhaçava o coração.

Hoje correu bem, sai do posto médico inchada que nem um sapo e escorregar na própria baba. O piolhito apanhou duas vacinas, uma em cada braço, e portou-se como gente grande, não tugiu nem mugiu. As enfermeiras não paravam de elogiá-lo e ele sempre com aquele ar de “não se passa nada”. É pá, fiquei bué de orgulhosa. Enchi-o de beijos (beijos que pretendiam apagar toda a dor que pudesse ter sentido e que eu não tinha conseguido evitar) e deixei-o escolher duas prendas de natal.

Neste momento, estamos muito entretidos e divertidos, a fazer embrulhos. Mas eu, continuo a olhar para ele com o coração apertado e a sentir-me impotente, porque a única certeza que tenho, é que nunca vou conseguir protegê-lo de todas as dores que a vida lhe reserva.

Pronto, estou lamechas e depois? Deve ser o Espírito Natalício que já se entranhou em mim.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Pensamento do dia

Era uma vez uma corrida.... de sapos! O objectivo era atingir o alto de uma grande torre. No local havia uma multidão a assistir.
Começou a competição.
Mas como a multidão não acreditava que os sapos pudessem alcançar o alto da torre, o que mais se ouvia era:

- "Que pena!!! Eles não vão conseguir...não vão conseguir..."

E os sapos começaram a desistir.
Mas havia um que persistia e continuava a subir em direcção ao topo.

A multidão continuava a gritar: "...Que pena!!! eles  não vão conseguir!..."

E os sapos continuaram a desistir, um por um. Menos aquele sapinho que embora ofegante, continuava tranquilamente a subir. Já ao final da competição, todos desistiram, menos ele.

A curiosidade tomou conta de todos. Queriam saber o que tinha acontecido.

E assim, foram a correr perguntar ao sapinho como havia conseguido concluir a prova.
E descobriram.... que ele era surdo.

Moral da história:
Livrem-se de pessoas que têm o péssimo hábito de serem negativas.
Sejam "surdos" quando alguém vos disser que não podem realizar os vossos sonhos.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Educar uma criança em dez segundos

Eu sei que a culpa até é um bocadito minha, porque ando sempre pela casa a repetir a frase “estou gorda como uma lontra”, mas pronto, sou eu, é uma coisa minha que só eu posso dizer. O dever dos outros é desmentirem-me e acho que deveriam aproveitar, porque no geral não gosto de ser desmentida, portanto isto até é uma abébia.

Mas não, ninguém me liga. Subo para a balança e juro que a ouço gritar “por favor, só uma pessoa de cada vez”. Tento vestir umas calças e ouço-as segredar-me “ Oh minha amiga deveria ter optado pelo número acima”. E por aí adiante, um sem fim de más línguas viperinas. Quando eu sei perfeitamente que não sou gorda, sou é baixa para o peso que tenho. Se eu medisse um metro e noventa e cinco, o meu peso seria o de uma verdadeira Top Model.
Mas pronto, até tenho vindo a ignorar todas essas más línguas, até hoje.
Como já disse nalguns posts atrás, o meu piolhito às vezes chama-me mamã fofinha, e eu babada. Só que o sacaninha agora resolveu acrescentar algo (é a história da minha vida, há sempre algo em excesso, excepto o dinheiro). Então de repente, assim sem mais nem quê, resolveu passar a chamar-me “mamã fofinha e gôda”.
É pá, pára tudo. O que é isto? O meu próprio filho!? Era o que faltava. Vai daí, há que ter uma conversa maternal e educativa com o piolho.

Eu – Olha chavalo, é assim. A tua mãe é uma gaja boa e super elegante, portanto enquanto não te convenceres disto, não há prendas de Natal para ninguém e a longo prazo vais ser deserdado ( não sei se ele entendeu a última parte, mas a primeira entendeu de certeza).

Piolhito (passados para aí dez segundos) –" Mamã fofinha, gaja boa e muuuito maguinha, gosto muito de ti”.

Eu – É assim mesmo meu amor. Continua nesse bom caminho e quando fizeres dezoito anos, pode ser que a mãe te ofereça um Porche.

Agora digam lá que eu não tenho jeito para educar crianças???

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Viver na Sapataria

Hoje descobri a terra de sonho da maioria das mulheres. Recebi um processo de uma cliente, que mora numa terra chamada, nada mais nada menos que Sapataria. Conhecem? Pois eu não conhecia, mas já fiquei a saber que é uma freguesia de Sobral de Monte Agraço.


Comecei logo a imaginar, todas as shoes adicted que por aí andam, a migrar para esta freguesia tão prometedora, até aquilo se transformar num verdadeiro reino de amazonas, onde homem não entra. Gaja que é gaja adora comprar sapatuchos e gajo que é gajo, não tem a mínima pachorra para essas cenas. Logo Sapataria, só pode ser terra de gaja e mai nada.

E então, o que fazer com eles? Fácil, fácil, enviá-los a todos para a Venda da Gaita que é, como podem verificar, relativamente perto da Picha, ali no concelho de Pedrógão Grande.

Este nosso Portugal, tem umas terreolas fantásticas, não tem?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

I see dead people

É pá, se há coisa que me incomoda, é cruzar-me com pessoas “mortas”.

É isso mesmo, “mortas”, porque não quero acreditar que alguém vivo e com um olfacto normal, consiga chegar ao ponto de cheirar tão mal que quase mata os outros por intoxicação.
De vez em quando cruzo-me, ou atendo gente um pouco mal-cheirosita. No gabinete onde trabalho existe sempre um ambientador do ar pronto a entrar em acção, após a saída de alguns clientes que insistem em deixar para trás um pouco de si.
Agora nos transportes públicos o que há a fazer? Nada. Não é muito viável trazer o ambientador na mala e começar a pulverizar uns e outros furiosamente, embora apeteça.
Hoje apanhei um autocarro que transportava pessoas esverdeadas e com ar enjoado, devido a um forte cheiro a putrefacção que pairava no ar. Até pensei para com os meus botões, querem ver que ainda estou a dormir e a ter pesadelos com mortos-vivos!?
Mas não, estava bem acordadinha e o cheiro estava mesmo ali a entrar-me pelas narinas, proveniente de um sujeito que se fazia transportar com o ar mais descontraído do mundo, mas que certamente não devia tomar banho nem mudar de roupa há uns seis meses, no mínimo Esta é a terceira vez que apanho alguém assim, até têm um aspecto normal (não estamos a falar de pessoas sem-abrigo), mas com um cheiro de tal forma intenso que lembra animais em decomposição.
Não paro de questionar-me como é isto possível, como é que alguém chega a este ponto e continua descontraidamente a misturar-se com outras pessoas!?

Lembro-me nitidamente da primeira vez que vi (cheirei) um ser destes. Foi precisamente há oito anos atrás. Estava emprestada na sede da empresa e fazia atendimento numa sala ampla com várias secretárias, onde trabalhavam outros colegas. Naquele dia o próprio chefe estava por lá a dar umas directrizes ao pessoal. De repente entra porta adentro aquele sujeito, com um ar normalíssimo mas acompanhado de um cheiro nauseabundo. Oh meus amigos, garanto-vos que a sala ficou vazia numa questão de segundos, aquilo foi mais rápido que uma simulação de incêndio. Fiquei lá eu e outra colega, a atender o senhor o mais rapidamente possível e a abrir portas e janelas, para que a corrente de ar desanuviasse o ambiente.
Pensei que fosse caso único, até que passados uns anos voltei a cruzar-me com outro sujeito semelhante num autocarro da Carris e hoje no autocarro lá da minha banda.
Não entendo. Portanto só consigo chegar à conclusão, que esta gente já morreu e ainda não deu por nada, só pode...
Por favor, alguém lhes mostre a direcção da luz*, para que possam deixar de deambular eternamente entre nós.

* A luz até poderá ser algo tão simples como um chuveiro e uma barrinha de sabão azul e branco. Digo eu...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Eu sou um Show???


É pá, estou babada.
Acabei de receber este miminho desta simpática menina. Muito obrigada, minha querida. Adorei :)

Pensamento do dia

Os homens caminham sobre a terra em fila indiana, cada um carregando uma sacola à frente e outra atrás.

Na sacola da frente nós colocamos as nossas qualidades. Na sacola de trás guardamos os nossos defeitos.
Por isso, durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos junto ao nosso peito.
Ao mesmo tempo, observamos impiedosamente, nas costas do companheiro que está à nossa frente, todos os defeitos que ele possui.
E julgamos-nos melhores que ele, sem perceber que a pessoa atrás de nós está a pensar o mesmo a nosso respeito.
Mude, ainda há tempo…
E não esqueça: sorria!

Gilberto de Nucci



Inspirado neste blog, que tem sempre uns textos lindissimos.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Falta de paciência

Irra, às vezes apetece-me abrir a cabeça das pessoas para lhes conseguir enfiar a informação directamente no cérebro. Não há paciência para explicar dez vezes que dois mais dois são quatro e ouvir dez vezes que não, que estou enganada, que na verdade são cinco. É típico, quando as pessoas não querem admitir que perderam a razão, começarem a argumentar com a teoria do caos. E alguns são bons, oh se são!

Conseguem por vezes defender a causa com tal convicção, que às tantas já sou eu que começo a ficar baralhada.

Hoje tem sido assim, toda a gente é dona da razão menos eu. Consequentemente neste momento já estou tão farta, que se ninguém me agarrar lanço-me ao pescoço do próximo que proferir a frase «Não, você não está a perceber...»

Sugestão à empresa: Concentrar a informação dentro de seringas, para que possa ser injectada directamente na veia de certos clientes, de forma a obter um efeito mais rápido.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Presentes indesejados

Na escola do meu piolhito já iniciaram a troca de presentes. Metade recebeu varicela a outra metade piolhos. Fixe, não!?


Agora adivinhem o que o meu piolhito recebeu? Piolhitos, pois com certeza. Ficamos todos tão contentes, que ontem passamos uma tarde super divertida a catar a cria qual verdadeira família harmoniosa... de macacos.

Hoje já fui à farmácia comprar artilharia pesada, para um extermínio total da bicharada e aproveitei durante o trajecto, para dar uma lição de moral ao piolhito.

«Estás a ver o que dá seres apressadinho? Se não tivesses escolhido a varicela o ano passado, sempre poderias recebê-la este ano em vez dos piolhos. Sempre era assim a modos que mais chique, tás a ver!?  Espero que te sirva de lição, para a próxima esperas, porque nunca se sabe o dia de amanhã».

Mas posteriormente, pus-me a pensar para com os meus botões e cheguei à conclusão que se calhar até foi melhor assim. Senão, com a maré de “sorte” que me persegue. Se o puto não tivesse apanhado varicela o ano passado, era bem capaz de neste momento estar em casa com um presente de cada. Ou seja, transformado num verdadeiro festim de vírus e parasitas, a esgatanhar-se como se não houvesse amanhã.

sábado, 27 de novembro de 2010

Se o dinheiro fosse...

Sabem aquelas contas malucas que a malta faz de cabeça a pensar no subsidio de Natal? Ah e tal, quando receber o subsidio faço isto, compro aquilo, pago aqueloutro? Pois é, hoje deu-me para tirar essas contas da cabeça e passá-las para o papel (o software estava a chegar ao limite da memória). Contas feitas, se gastar tudo o que pretendo, fico na mesma ou ainda pior do que nos restantes meses. Noticias felizes, portanto. Uma pessoa ganha a dobrar na porra de uma época em que tem de gastar igualmente a dobrar. Vai daí fica na mesma, aliás, fica a saber que quem nasce pobre dificilmente abandona a classe. Compreende que irá andar sempre a contar os tostões e fica com a certeza, que por muito que ganhe haverá sempre alguém disposto a ficar-lhe com esses tostões extra. Entretanto, só se consegue lembrar do velho ditado “ Se o dinheiro fosse merda, os pobres não teriam cu”


Mas convenhamos, o dinheiro realmente é uma merda , só que infelizmente não é da legitima, porque se fosse, e baseando-nos no antigo ditado, neste momento o governo estava a oferecer-nos laxantes para ajudar-mos a saldar a divida publica.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Distraida e insegura

Cliente Angolana com um ar baralhado:


- Menina, este é bilhete p’ra viajar?

- Sim.

- Tem cérteza?

- Sim, tenho a certeza.

- Más olha bem. Tem mesmo cérteza?

- Sim minha senhora, tenho a certeza absoluta.

- Você não me tá a enganar, não?

- Claro que não. Não estou é a entender qual a sua dúvida.

- Olha, é que eu pus dinheiro na máquina, ela deu este bilhete e disse: Retira bilhete p’ra espectáculo. *


* Após a emissão dos bilhetes, no ecrã das máquinas aparecia a mensagem: Retire bilhete do receptáculo.


Esta história já tem uns aninhos, as máquinas até já são outras, mas ainda hoje eu e a colega com quem se passou este episódio, rimos até às lágrimas quando o recordamos. Hoje encontrei-a, a recordação voltou e eu lembrei-me de partilhá-la convosco.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Justificar o justificado...

Não consigo perceber o sentido, de certas Empresas exigirem aos trabalhadores “Justificações de Greve”. Ora se a coisa foi mais do que publicitada, se até do outro lado do mundo sabem que ontem Portugal parou, para quê obrigarem as pessoas a perderem ainda mais tempo, pedindo justificações aqui e ali? Quem apanha três ou quatro transportes, tem de pedir três ou quatro papéis que declarem aquilo que toda a gente sabe. Extremamente prático e ecológico, portanto.


Este tem sido o prato do dia aqui no meu Estaminé. Desde manhãzinha que não paro de carimbar e assinar papelada a atestar a veracidade da greve. Daqui a umas horas se isto continuar assim, vou ficar com um calo no dedo médio e uma aversão tão grande à expressão “justificação de greve”, que daqui para a frente, tenho a certeza que cada vez que alguém a proferir, eu entrarei em modo homicida.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Poder de negociação

Pronto, estou oficialmente de greve. Já que a malta vai ter de pagar de alguma forma, pelo menos tem direito a protestar um bocadinho. Não é nada de mais, é só assim a modos que uma birrita ligeira para que os senhores do estado não pensem que vêm tirar o dinheiro ao pessoal sem retaliações, a gente dá, mas queremos que percebam que não é de ânimo leve. É tipo tirar o chupa a uma criança, é fácil mas ruidoso, a criança faz questão de abrir a goela para mostrar a meio mundo que foi roubada.


Entretanto, inspirei-me. Já que a partir de Janeiro vou perder uma grossa fatia do meu ordenado e tenho de continuar com um sorriso nos lábios a fazer de conta que não se passa nada, porque não experimentar esta táctica governamental com o meu senhorio!?

Aqui há uns dias, cruzei-me com ele e aproveitei para mostrar o meu poder de negociação.

Então é assim Sr. F, devido ao buraco orçamental da minha carteira, decidi que a partir de Janeiro vou deixar de pagar a renda. Não é nada pessoal, tá a ver, é só porque o meu orçamento não dá para tudo e resolvi começar a cortar por algum lado e olhe, calhou-lhe a si. Mas não é nada pessoal, aliás você sabe que eu sou uma boa inquilina e que tem aqui uma amiga para o resto da vida.

E o Sr. F., olha para mim com aquele olhar cândido que só ele tem e responde:
 Claro minha querida, eu sei que você é uma excelente inquilina, o que sempre me fez gostar muito de si . Por isso, em Fevereiro quando já estiver instalada na sua nova casinha, mande-me a morada que irei tomar um chazinho consigo com todo o gosto.

Tadito, não adiantei conversa, porque se calhar devido à idade e quiçá um iniciozinho de Alzheimer, não entendeu bem a mensagem. Qual nova casinha?

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O meu transporte é mais giro que o vosso

Hoje, 07H30 da manhã, espectáculo dentro do autocarro. Impagável. O pessoal acha que a esta hora da manhã, não há fiscalização, desenganem-se, eles andam aí e sabem a fazer o quê? A obrigar os pobres passageiros a pagar bilhete para se transportarem. Malandros, têm cá uma lata. Então a malta vai ali tão sossegadinha, quase a dormir e vêm estes gajos chatear a pedir um título de transporte!? O que é isto pá? Há que pô-los na linha. Até porque homem que é homem não paga bilhete, isso é coisa para os otários.


O visado em questão, defendeu a sua causa com unhas e dentes, gritou, argumentou, chamou o fiscal de ladrão, chulo e preto do c....... E claro, na primeira oportunidade saiu a correr, mas sempre atirando impropérios e lançando ameaças, não fosse alguém pensar que ele era homem para fugir de uma causa. Um verdadeiro senhor, portanto, com um vernáculo digno de nota.

Ai, ai... É sempre tão bom começar o dia a apreciar alguém no seu melhor.

Os transportes públicos são uma fonte inesgotável de conhecimento sobre o ser humano. Não entendo como é que o National Geographic ou o BBC vida selvagem não agarram neste tema. Daria certamente umas excelentes reportagens.

 
 
 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Miminho

Prémio "Dardos"


Fui premiada pela querida Flor de Jasmim, muito obrigada minha amiga, fiquei muito contente.

«O Prémio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc... que em suma, demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras, e as suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.»


O Prémio Dardos tem as seguintes regras: Exibir a imagem do Selo no blogue; Revelar o link do blogue que me atribuiu o Prémio; Escolher 10, 15 ou 30 blogues para premiar.

Como não sou muito boa a escolher, ofereço a todos os seguidores que o queiram levar.

sábado, 20 de novembro de 2010

Perdidos e achados II

Este post é um esclarecimento, para aqueles que me colocaram algumas questões sobre o serviço de achados.


Então a coisa funciona assim:

Diariamente os objectos perdidos dentro da Empresa, são recolhidos e entregues no gabinete onde trabalho. Lá, são etiquetados e registados numa base de dados, para que possamos sempre saber o que temos em stock e o que já por lá passou. Passados dois, três dias são enviados para a secção de achados da policia onde ficam durante um ano se o legitimo dono não os reclamar. Ao fim de um ano, os que têm um achador interessado, esse achador é contactado para proceder ao seu levantamento, os que não têm são escolhidos e todos aqueles que possam ter algum valor são levados a leilão.

Este trabalho no geral é monótono, exigente e por vezes nojento e mesmo perigoso.

Um achado quando chega, tem de ser revirado do avesso, para registar-mos meticulosamente todas as suas características. Ex: uma carteira tem de ser registada com todo o seu conteúdo, não pode ser só, carteira, e tá a andar.

É aqui que começa a parte nojenta e por vezes perigosa. Há uma regra de ouro para o registo de sacos, mochilas e afins, cheios de tralha. Calçar luvas e despejar o conteúdo, nunca, mas nunca enfiar as mãos lá dentro sob o perigo de conterem objectos afiados ou seringas com as respectivas agulhas (recebemos um assim há cerca de dois meses, um verdadeiro arsenal de seringas usadas e por usar). Depois de despejados, todo o conteúdo tem de ser devidamente registado e colocado novamente lá dentro.

Agora estão a ver, tirando os insólitos, o restante não tem muita piada. Então quando a malta apanha aqueles sacos do pessoal que veio do ginásio, ou do trabalhador da obra depois de um dia de trabalho, oh, meus amigos é a verdadeira felicidade.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A crise tira-nos a beleza

Acabei de partir mais uma unha, estou lixada.
Fiz unhas de gel durante imenso tempo, é fantástico, quase um mês inteirinho com umas unhas bonitas e arranjadinhas. Agora resolvi acabar com esta despesa e o resultado está a ser catastrófico, eu que sempre tive umas unhas fortes e resistentes, fiquei com umas folhas de papel lascado. Enquanto não crescerem o suficiente para desaparecer toda a área afectada pelo gel, vou andar para aqui com elas a caírem aos bocados. Passei de umas unhacas de caniche de luxo para as de uma galinha esgravatadeira.

Mas pronto, analisando a coisa numa perspectiva positiva, comecei a poupar entre trinta e cinco a quarenta euros mensais o que é bom. Isto pôs-me a pensar no quanto pouparia se anulasse outras despesas supérfluas afectas à aparência pessoal . Mas como ás vezes é difícil perceber o que é supérfluo, resolvi guiar-me pela taxa do iva.
Então é assim, já de seguida vou deixar de pintar o cabelo, depilar-me, usar cremes de qualquer espécie, pôr perfume ou mesmo desodorizante. E Deus me livre de luxos como tomar banho com gel, lavar o cabelo com champô, ou lavar os dentes com pasta dentífrica.
E não menos importante, abolir completamente o papel higiénico. Felizmente existem imensos jornais gratuitos, que a malta pode reciclar, lendo as noticias importantes e limpando o traseiro às outras.
Vou poupar uma pipa de massa.

Pronto, está bem, para não me chamarem porca, talvez invista numa barrita de sabão azul e branco. Sempre é multi-usos.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Perdidos e achados

O serviço de perdidos e achados está incluído nas minhas funções e por vezes revela-se deveras interessante. É incrível a quantidade brutal de objectos que as pessoas perdem no seu dia a dia, mas ocasionalmente, também é engraçado verificar aquilo que perdem.


Todos os dias nos chegam sacos, malas, mochilas, carteiras, passes, documentos de identificação, telemóveis, chaves, peças de roupa, óculos, chapéus de chuva, etc, etc, etc, que o rol é demasiado extenso. Então à segunda feira, como não há recolha aos fins de semana, parecemos a feira da ladra, com uma verdadeira panóplia de artigos à vontade do freguês.

Mas de tudo o que aparece, há sempre os que nos ficam na memória por serem de alguma forma caricatos, por nos deixarem a pensar “Como é que alguém perde uma coisa destas”!?

Então analisemos só meia dúzia, para ficarem com uma ideia:

. Cadeira de transporte (ovo) e dois dias depois carrinho de bebé… A malta até susteve a respiração na expectativa de que a criança iria aparecer a seguir.

. Perucas… Devem ser os que se descabelam para chegarem até nós.

. Muletas e bengalas… Andamos ao tempo a tentar descobrir, qual o milagre que põe os coxos a andar. Ainda não sabemos se tem a ver com o local, o dia, a hora, a lua, sei lá. Mas quando descobrir-mos isto vai ser uma mina. Já andamos todos a sonhar com reforma antecipada e casa em Bora-Bora.

. Dentaduras... Estes devem ser os que assistem ao milagre dos coxos e coitaditos, com o espanto até lhes caiem os dentes.

. Saco com embrulho em papel de jornal, que se revelou um frasquinho de urina… Alguém estava com medo de fazer análises, mas porra ainda bem que eram só análises à urina (podia ser às fezes ou ao esperma, Argh…)

E por último o supra-sumo, o melhor dos melhores o mega achado, mórbido mas decididamente o 1º lugar da tabela:

. Uma urna de cinzas… Decididamente, devia ser a sogra de alguém.

Agora digam lá que o meu trabalho não é interessante!? Hum, hum.?



Nota: Só um à parte para as meninas. Os homens portugueses são extremamente prevenidos, a grande maioria das carteiras do sexo masculino acomodam um preservativo, até mesmo as daqueles cujo bilhete de identidade logo ao lado, revela serem casados. Pormenores…

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Noção de limites

Sou obrigada diariamente a fazer duas viagens de barco, casa/trabalho, trabalho/casa. Uma obrigação que se pode transformar num verdadeiro frete se não soubermos tirar partido da situação. Resolvi então, transformar essas travessias no meu bocadinho de sossego, aquele momento só meu, onde embalada pelas águas do Tejo me perco nas páginas de um livro, ou nos meus pensamentos, naquela lassidão de quem vive um momento só seu.

Ora, devido à falta de noção de limite, espaço, respeito… aquilo que lhe queiram chamar, o meu calmo cruzeiro tem vindo a transformar-se numa Barca do Inferno.
Alguém me ponha a par das modas por favor, porque se calhar sou eu que estou ultrapassada. Ora digam-me lá, os auriculares passaram de moda? estão out, demodé, ou outra porra qualquer que eu não saiba???
Oh meus amigos, não sei o que se passa, mas desde há umas três semanas para cá parece que toda a gente entrou numa ânsia de partilha desenfreada. A primeira vez foi um rapazito Indiano, que entrou barco adentro com o telemóvel aos berros entoando um som muito próprio, estilo rock indiano. Da segunda um rapazito luso (bué da moderno, na onda do yah meu tá-se bem) a ouvir hip-hop também com o som no máximo, não fosse alguém perder pitada. À terceira um grupinho de meninas africanas a curtir o bom do Kuduro , enquanto cacarejavam alegremente. E quando eu pensava estar dentro de um mau anuncio da Benetton , mas a dar um certo desconto devido à idade dos intervenientes (embora isso não seja desculpa). Tcharan, surpresa.
Uma noite, entro no barco cansadíssima depois de um dia de trabalho, desejando ardentemente os meus minutos de paz. Tudo parecia correr pelo melhor até surgir uma septuagenária que se senta ao meu lado. Não liguei, até porque esta malta costuma ser calma. Ah pois é, a dita senhora mal se senta, saca da bíblia e de um telemóvel já um pouco ultrapassado e meus amigos, gramei com vinte minutos de música religiosa, roufenha, enquanto a senhora folheava a bíblia e carregava no botão rewind cada vez que a música terminava. Foi fantástico, uma verdadeira viagem... abençoada.
E quando eu achava que já tinha visto de tudo, ontem fui agraciada com uma música diferente. Uma lady na casa dos quarentas, resolveu colocar o telefone em alta voz, para ir limando as unhas enquanto falava. Mais uma vez, auricular? O que é isso?
Hilariante, todo o barco ficou a saber que aquela história dela andar a dormir com o primo é pura difamação.
E agora pergunto eu. O que é isto? Onde é que termina a noção de limite e de respeito pelo próximo e começa a lei do cada um por si?
Meus queridos companheiros de viagem, por favor, comprem a porra duns auriculares e guardai para vós, os vossos gostos musicais, as vossas crenças e religiões e principalmente as vossas vidas. A malta não está interessada em partilhar coisíssima nenhuma, principalmente por imposição. Estamos entendidos, ou vou ter de chatear-me a sério???

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Mais um momento de reflexão

Um pássaro voava para sul, para fugir ao frio do inverno. Mas o frio apertava e o pássaro perdeu as forças e caiu gelado num prado. Quando ali estava caído, apareceu uma vaca que lhe largou uma bosta em cima. Enquanto estava debaixo da bosta, o pássaro notou que esta o aquecia e que começava a descongelar. Logo que descongelou, começou a cantar desenfreadamente de alegria. Um gato que por ali passava ouviu o canto admirado, seguiu o som e descobriu o passarinho debaixo da bosta da vaca. Arrastou-o para fora e comeu-o de uma só vez.

Moral da história:

. Nem todos os que cagam para ti são teus inimigos.

. Nem todos os que te tiram da merda são teus amigos.

. Quando estiveres na merda, mantém o bico calado...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Imagem do contribuinte português em 2013

Auto-estima acima de tudo!


Não interessa o quanto o fisco te tenha depenado...
O importante é andar sempre de cabeça erguida!

domingo, 14 de novembro de 2010

Quero uma piscina destas...

Na Áustria, por uma determinada quantia é possível nadar duas horas numa piscina de cerveja 'gelada'.


O Spa tem 7 piscinas, todas cheias com cerveja, e o líquido é trocado em cada sessão.

De acordo com os proprietários, o banho de cerveja limpa a pele, ajuda a cicatrizar feridas e combate doenças.





Se faz bem para uso externo, imagine-se ... bebendo-a ...
 
 
 
 

sábado, 13 de novembro de 2010

Cá em casa já é Natal

Árvore de natal acabadinha de fazer. Acho muito cedo, sei que me vou cansar dela. Mas como explicar isso a um piolhito de cinco anos, cujo entusiasmo acaba com qualquer argumento?




Os verdadeiros profissionais do C...lho...




Como vêem, andar sempre com ele na mão pode ser uma arte. E não é para qualquer amador, há que saber manejá-lo correctamente para que atinja a forma perfeita.


Este é um exemplo do excelente artesanato fabricado no nosso País (Caldas da Rainha) e que deveria estar orgulhosamente exposto em todas as montras das lojas de souvenir’s , logo ao lado do famoso galo de Barcelos. Uma exposição justa, onde o turista possa optar por aquela recordação, que o fará recordar eternamente o nosso país com um suspiro saudosista.

Infelizmente, todos acham que mostrar o c…lho é um galo do caraças. E vai daí, o estrangeiro acaba sempre por sair do país com o galo de Barcelos debaixo do braço, enquanto o nosso amigo, fica confinado à sombra, a pensar no galo que é ter um corpo do c…lho.

Agora digam lá de vossa justiça. Como cidadãos estrangeiros, o que gostariam de comprar como recordação "Made in Portugal".

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Let's look at the trailer

O meu carteiro hoje teve direito a amnistia. Para se redimir da carta de ontem, hoje fez chegar-me às mãos uma agendinha destas (dentro de um embrulhinho super fofucho) para que eu tenha um 2011 muito organizadinho.

E de onde veio esta coisa fofa? Desta menina, que faz coisas girissimas.
Ide, ide cuscar e começai também a organizar o vosso 2011 que está quase, quase a chegar.



quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A crise já começou a bater-me à porta

Saio de manhã à rua e dou de caras com o sr. carteiro. Dá-me os bons dias e diz-me para aguardar porque acha que tem qualquer coisita para mim, rebusca na mala e saca de uma carta que me estende com ar satisfeito. Olho para o envelope e vi logo que não augurava nada de bom, vindo do remetente em questão (Segurança Social). Abro-o logo ali e sou brindada com a notícia do cancelamento do abono de família. Fixe, não é que a quantia fosse elevada, muito pelo contrário, é a situação em si que me deixa com maus fígados. Vêm com histórias de, à e tal o país está envelhecido vamos lá fabricar criancinhas com fartura, mas depois o incentivo é rapinar o dinheiro que daria para as criancinhas comerem durante dois ou três dias. Tá mal, não se faz, não gostei.

Olhei para o sr carteiro, com o meu melhor ar de mafiosa e disse-lhe «Ouça, ou este tipo de correspondência pára ou um destes dias vou ter de matá-lo e enterrá-lo no quintal». Olhou para mim como se eu fosse doida varrida, depois sorriu e respondeu «Então, más notícias?»
Más notícias?... Claro que não, pelo contrário, fiquei até muito contente, porque me apercebi que a minha carteira, da qual eu gosto bastante,  como vai passar a andar mais leve não sofrerá tanto desgaste, logo irá durar muitos e bons anos, a partir de Janeiro então, acho que até vai rejuvenescer. Grande categoria, já estou a começar a poupar mesmo sem fazer nada por isso.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Animais, é certo. Mas racionais?

Atenção este vídeo não deve ser visto por pessoas sensíveis.

Há uns tempos recebi este vídeo que mexeu imenso comigo. Na altura pu-lo de parte porque me deixou extremamente  agoniada, mas nunca consegui esquecê-lo. Não quis acreditar que algo assim pudesse acontecer, principalmente  no nosso pacato Portugal, ainda por cima com pessoas a assistir sem tentarem ajudar. Como é possível tanta maldade e tanta violência gratuita. E somos nós seres humanos, supostamente "animais racionais"...!?


Opiniões aceitam-se.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Conto para reflectir III

Um agricultor coleccionava cavalos e só lhe faltava uma determinada raça.

Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha esse determinado cavalo e

atazanou-o até conseguir comprá-lo.

Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário:

- Bem, o seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento

durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor,

será necessário abatê-lo.

Ali perto, o porco escutava a conversa toda...

No dia seguinte deram o medicamento ao cavalo e foram-se embora. O porco

aproximou-se do cavalo e disse:

- Força amigo! Levanta-te daí, senão serás sacrificado!!!

No segundo dia, deram-lhe novamente o medicamento e foram-se embora. O

porco aproximou-se do cavalo e disse:

- Vamos lá amigo, levanta-te senão vais morrer!

- Vamos lá, eu ajudo-te a levantar... Upa! Um, dois, três.

No terceiro dia deram-lhe o medicamento e o veterinário disse:

- Infelizmente, vamos ter que abatê-lo amanhã, pois a

virose pode contaminar os outros cavalos.

- Quando se foram embora, o porco aproximou-se do cavalo e disse:

- É agora ou nunca, levanta-te depressa! Coragem! Upa! Upa!

Isso, devagar! Óptimo, vamos, um, dois, três, agora mais depressa, vá...

Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa!!! Tu venceste, Campeão!!!

Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo a correr no campo e gritou:

- Milagre!!! O cavalo melhorou! Isto merece uma festa... para comemorar

\\\\\\\Vamos matar o porco!!! \\\\\\\

Esta história lembra-vos algo? Quantas vezes nos prejudicamos a nós por ajudar os outros!?
Profissionalmente isto acontece imensas vezes, há alturas em que me sinto um ponto, dou as deixas para que outros façam um brilharete a declamá-las. E o tempo passa e eu vou deixando andar, até um dia...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Estou farta deles


Mesmo que o mundo acabe, aposto que esta espécie sobreviverá...



domingo, 7 de novembro de 2010

Conto para reflectir II

O Porteiro do bordel

Não havia no povoado pior ofício do que "porteiro do bordel". Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem? O facto é que nunca tinha aprendido a ler nem a escrever, não tinha nenhuma outra actividade ou ofício.

Um dia, entrou como gerente do bordel um jovem cheio de ideias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento. Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.
Ao porteiro disse: - A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registará a quantidade de pessoas que entram e os seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, senhor - balbuciou - mas eu não sei ler nem escrever!
- Ah! Sinto muito! Mas se é assim, já não poderá trabalhar aqui.
- Mas Senhor, não pode despedir-me, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.
- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma boa indemnização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.
Sem mais nem menos, deu meia volta e foi-se embora. O porteiro sentiu o mundo a desmoronar-se.
Que fazer? Lembrou-se que no bordel, quando se partia alguma cadeira ou mesa, ele a arranjava, com cuidado e carinho. Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego. Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado. Usaria o dinheiro da indemnização para comprar uma caixa de ferramentas completa. Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias numa mula para ir ao povoado mais próximo a fim de realizar a compra. E assim o fez.
No seu regresso, um vizinho bateu-lhe à porta: - Venho perguntar-lhe se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar. Já que fiquei sem emprego.
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bem.
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olhe, eu ainda preciso do martelo. Porque não me o vende?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima fica a dois dias de viagem.
- Façamos um trato - disse o vizinho. - Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. - Que lhe parece? - Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias.
Aceitou... Voltou a montar na sua mula e viajou.
No seu regresso, outro vizinho esperava-o à porta da sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo ao nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe os seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu a sua caixa de ferramentas e o seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fendas, um martelo e um cinzel. Pagou e foi-se embora. E o nosso amigo guardou as palavras que escutara: "não disponho de tempo para viajar para fazer compras". Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.
Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido. De facto, poderia economizar algum tempo em viagens.
A notícia começou a espalhar-se pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas. Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que os seus clientes precisavam. Com o tempo, alugou um espaço para armazenar as ferramentas e alguns meses depois, comprou um escaparate e um balcão e transformou o armazém na primeira loja de ferragens do povoado.
Todos estavam contentes e passaram a fazer compras na sua loja. Já não viajava, os fabricantes enviavam-lhe seus pedidos. Ele era um bom cliente.
Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, a gastar dois dias de viagem.
Um dia ele lembrou-se de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E a seguir, por que não, as chaves de fendas, os alicates, os cinzéis, etc.. E depois foram os pregos e os parafusos.
Em poucos anos, o nosso amigo transformou-se, com seu trabalho, num rico e próspero fabricante de ferramentas.
Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício.
No dia da inauguração da escola, o prefeito entregou-lhe as chaves da cidade, abraçou-o e disse-lhe:
- É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do Livro de Actas desta nova escola.
- A honra seria minha - disse o homem. -Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o Livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
- O senhor? - disse o prefeito sem acreditar. O senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Pergunto-me: O que teria sido o senhor se soubesse ler e escrever?

- Isso eu posso responder - disse o homem com calma.
-Se eu soubesse ler e escrever... ainda seria o porteiro do bordel!

sábado, 6 de novembro de 2010

Um conto para reflectir

Ando um pouco bloqueada para escrever (deve ser bloqueio de escritor, lol), como tal, na linha dos posts anteriores vou contar-vos um conto para reflectirem, espero que gostem.

Um dia, um burro caiu num poço e não podia sair dali. O animal chorou fortemente durante horas, enquanto o seu dono pensava no que fazer. Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que já que o burro estava muito velho e que o poço estava mesmo seco, precisaria de ser tapado de alguma forma. Portanto, não valia a pena esforçar-se para tirar o burro de dentro do poço. Chamou então os seus vizinhos para o ajudar a enterrar vivo o burro. Cada um deles pegou uma pá e começou a atirar terra para dentro do poço.

O burro entendeu o que estavam a fazer e chorou desesperadamente. Até que, passado um momento, o burro pareceu ficar mais calmo. O camponês olhou para o fundo do poço e ficou surpreendido. A cada pá de terra que caía sobre ele o burro sacudia-a, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão. Assim, em pouco tempo, todos viram como o burro conseguiu chegar até ao topo do poço, passar por cima da borda e sair dali.


A vida vai atirar muita terra para cima de ti. Principalmente se já estiveres dentro de um poço. Cada um dos nossos problemas pode ser um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos buracos mais profundos se não nos dermos por vencidos. Usa a terra que te atiram para seguir em frente!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O porquê das medidas de austeridade

Afinal, as medidas de austeridade são apenas para o nosso bem estar...


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Pensamento do dia

Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo. Ele fugia com medo da feroz predadora, mas a cobra não desistia. Um dia, já sem forças,
o pirilampo parou e disse à cobra:


- Posso fazer três perguntas?


- Podes. Não costumo abrir esse precedente, mas já que te vou comer, podes perguntar.


- Pertenço à tua cadeia alimentar?


- Não.


- Fiz-te alguma coisa?


- Não.


- Então porque é que me queres comer?


- PORQUE NÃO SUPORTO VER-TE BRILHAR!!!




E é assim ....


Diariamente, mesmo sem nos aperceber-mos, acabamos sempre por tropeçar em cobras que não suportam ver-nos brilhar...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Está explicado

Mulheres, quando um homem fixar os vossos seios não tirem conclusões precipitadas. Afinal, eles coitaditos se calhar até nem gostam muito de olhar, mas vêem-se obrigados a fazê-lo por questões meramente terapêuticas...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Pensamento do dia

Às vezes, as correntes que nos impedem de ser livres são mais mentais do que físicas...

domingo, 31 de outubro de 2010

Desabafo

Carregar os segredos alheios, por vezes torna-se um fardo demasiado pesado.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Limpinho

Situação resolvida. Muuuuuuuiiiiiiiiito obrigada MAG.

Socorro

Como posso livrar-me de um seguidor indesejado? Ajudem-me por favor.
Estou irritada e indignada. Que lata a desta gente vir para aqui seguir-me com imagens nojentas no perfil. Ai que nervos, senhores.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O que se lê por estas bandas

Estou a ler este e estou a adorar.


E logo, logo a seguir já está este à espera para ser lido.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Já passou e muito bem

E pronto, lá se passou mais um aniversário. Felizmente, porque é uma altura que me deixa nostálgica e deprimida. De há uns anos para cá deixei de ter vontade de o comemorar, não encontro razões para tal.  E agora vêm vocês dizer: Ah e tal, mal agradecida, deves sempre comemorar o facto de estares viva. Uma porra, não preciso de um dia por ano para agradecer os meus batimentos cardíacos, isso faço eu todos os dias quando o despertador toca, ponho os pés fora da cama e penso:  Ok. estou a sentir-me, portanto, aleluia Senhor e obrigada por mais um dia no reino dos vivos. Até porque nos últimos anos tenho passado o dia de aniversário armada em mula, ele é um limpa, aspira, esfrega, lava, faz comida, serve e por aí adiante. Este ano tive a pretensão de ser diferente, mas como não quis fugir muito à tradição (não fosse o pessoal estranhar)  voltei pelo menos a ser mula, mas uma mula das espertas. Um dia inteiro refastelada no sofá num dolce far niente maravilhoso. E agora??? Digam o que disserem, para mim este foi um dia de aniversário como se quer. Gaja que é gaja só deseja ver passar rapidamente, as resmas de roupa por passar a ferro ou a loiça por lavar, agora os anos!? Oh, meus amigos, esses são para congelar e esquecer.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Obrigada

Muito obrigada a todos aqueles que por aqui passaram e me desejaram um Feliz Aniversário.
Beijocas grandes para todos:)

domingo, 24 de outubro de 2010

Mais um


Pois é, mais um para a colecção. Estou a ficar velha e os gajos (anos) sem piedade, continuam a passar por mim cada vez com mais rapidez.
Porra, porra, porra...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Momento de reflexão

"Nesta vida, somos todos putas, a única diferença é que uns engolem e outros cospem"

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Rewind

Este post é dedicado à minha amiga DW, que tem andado com um olhito inchado e acha que estas coisas só lhe acontecem a ela.
Este é um post antigo, mas aqui fica novamente para todos aqueles que não o leram. Divirtam-se. Esta sou eu.

Sexta-feira, 30 de Abril de 2010




A vida não é justa



Sou uma acérrima defensora, de que cada um é como cada qual, e cada qual deve fazer as coisas da maneira que mais lhe aprouver. Só que esta teoria passada á prática ás vezes dá merda.



Senão vejamos. Há coisa de um mês e meio atrás, aqui a je, depara-se com três degraus para descer e pensa de si para si. Porra, cada um desce as escadas como quer, bora lá hoje experimentar de cabeça.(Não recomendo, aliás, desaconselho seriamente).O resultado imediato, para além da dor aguda que nos deixa aparvalhados, é o despontar imediato de um "ovo" gigante na testa. Sim um "ovo", não me venham cá com a história do "galo", porque para mim galo é aquilo que ainda está para vir mais tarde. (Certamente nascido do ovo). Mas pronto, nós entramos naquela, ah., e tal, tá-se bem, isto passa e amanhã já estou como nova.Ah., pois é. No dia a seguir ao acordar apercebemo-nos logo de algo errado, quando o olhito por baixo do "ovo" se recusa a abrir da forma habitual.Corremos para o espelho mais próximo e... Tcharan..., aí sim, chega o 1º Galo em forma de New Look, muito fashion agora que os anos 70/80 estão a querer voltar. Rocky Balboa no seu melhor, olho já muito inchado e a tomar uma tonalidade que promete acabar entre o roxo e o azul escuro. A seguir começam as quebras de tensão, o que até é lógico, uma gaja olha para o espelho e depara-se com um pugilista, não há coraçãozinho que aguente. 2º Galo, temos de acordar o nosso gajo e admitir-mos que afinal não nos sentimos bem e precisamos que ele nos leve ao hospital. 3º Galo, urgências do hospital. Assim que tiramos os óculos escuros das trombas, o médico faz logo aquele ar "Então querida, o gajo chegou-te a roupa ao pêlo!?".  4º Galo, ficamos com a certeza que estamos imprópias para circular na via pública, portanto próxima paragem Centro de Saúde, para pedinchar baixa.(o sonho de alguns é o pesadelo de outros). E que pesadelo, aqui a euzinha, que sempre se gabou de nunca ter metido uma baixa em vinte anos de trabalho (Sim porque para mim, baixa de parto não é baixa, ninguém está doente, portanto para mim é uma licença para cuidar e curtir o novo ser vivo que veio ao mundo. Porque eu não me acho a mãe do Jean-Baptiste Grenouille, como tal, não me estou a imaginar a parir no local de trabalho, a cortar o cordão umbilical com os dentes, a atirar o puto para debaixo da secretária e a continuar a "vender o meu peixe" como se nada fosse. É por isto que nós precisamos de nos ausentar. Mas ninguém está doente. Capisce!?)



Devaneios á parte, aqui a gabarolas que dizia só pedir baixa se algum dia partisse as duas pernas e não consegui-se andar. Vê-se de repente na fila do Centro de Saúde a suplicar uma consulta, a ter de tirar os óculos para explicar á administrativa o porquê da urgência, a apanhar outra vez com aquele ar "AH., tou a ver, a querida levou no focinho!".  A divertir-me imenso, portanto.



Lá consegui a consulta, a srª drª, até era simpática, mas claro que para o meu lado estas coisas raramente acabam bem. E a confusão começa quando a drª me dá um papelito extra, que ela própria não sabe bem para que serve, mas se calhar no meu caso até não serve para nada. E eu Ok. está bem, guardo o papelito e esqueço-me dele.



E aqui apresenta-se o 5º e maior dos Galos. Passadas umas duas semanitas, sou contactada pela empresa, que me informa da impossibilidade de pagamento da minha baixa, porque esta não foi devidamente justificada na Seg. Social. As doenças directas (vulgo acidentes), têm de ser justificadas (adivinhem),com aquele maldito papelucho que vinha junto á declaração de baixa, mas que ninguém sabe ao certo para que serve.



Felizmente, eu sou uma acumuladora de lixo, guardadora eterna de todo e qualquer papelucho que me venha parar ás mãos. Senão, penso que estaria fornicada para todo o sempre, assim só estou fornicada durante um mês.



E então lá vou eu a correr perder uma manhã na Seg. Social, para entregar o referido papelucho, e sou brindada com um, temos pena mas este mês já nada feito. Porque entre eu entregar o papelucho e ele seguir as burocracias kafkianas necessárias até entrar no sistema informático, criam-se vales de distância. Portanto lamentamos imenso, mas adeus e aguenta até ao próximo mês, porque este já foi pr'á boca. Toma lá menos 1/4 do ordenado, sorri porque a vida é bela e pensa que antes isto do que partir as duas pernas.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Momento de Reflexão

"Na vida, nem tudo é completamente errado, até um relógio parado, marca a hora certa duas vezes ao dia".

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Outro Selinho


Mais um, eu não digo que vocês me estragam com mimos!? Aí estragam, estragam.
E já é o segundo oferecido por esta menina. Obrigada, minha querida.

Mas esta oferta tem três condições:


1. Responder às perguntas.


-> Preferes:

a- Anjo ou Demónio?

b-Café ou chá preto?

c- O Exorcista ou O Drácula?


-> Achas que as pessoas tem sempre um pouco de obscuro e misterioso, ou é apenas neura?


-> Tens, realmente, Darkness Within?



2. Fazer um comentário sobre o blog/pessoa que to ofereceu.


3. Oferecê-lo a outros blogs.

Então vamos lá:

1. Adoro anjos, mas tenho os meus dias de demónio; sou viciada em café e fã do Exorcista.

  . De obscuro, de neurótico e de louco todos temos um pouco. Tem dias...
  . Eu à vezes tenho dias de escuridão total... mas estou sempre á procura da luz ao fundo do túnel...

2.  A £ll e o seu blog têm mesmo darkness within, mas a £ll parece-me uma miúda muito simpática e com um verdadeiro sentido de justiça, mas um pouco sofrida e ressentida com o mundo... Bora lá procurar também a luz ao fundo do túnel ;)

3. Como não sou muito boa a fazer escolhas, ofereço o selinho a todos os que o quiserem levar.

sábado, 16 de outubro de 2010

Mais um selinho



Ena pá, outro selinho? E em tão curto espaço de tempo!? Desta forma vão estragar-me com mimos, qualquer dia irrompo por esta blogosfera adentro de nariz empinado e ar arrogante a achar que sou bué da boa. À pois é e a culpa é toda vossa.
Desta vez o miminho foi-me oferecido por esta menina, que é uma simpatia e tem um blog tão simpático como ela. Obrigada por te lembrares de mim minha querida.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Querem ver que é sexta-feira treze e eu não me lembro

Hoje é dia de gado bovino, de duas patas pois tá claro. De vez em quando isto acontece, não sei qual a explicação para este fenómeno, mas deve haver dias específicos em que é aberta a porta de uma qualquer arena e eles saem desembolados com os cornos no ar, a marrar com tudo o que apanham pela frente. Estou a tentar encarar a coisa na desportiva, com algum bom humor, mas dentro de mim está a crescer uma lava incandescente que ameaça jorrar a qualquer instante. E nestas alturas eu fico com medo, muito medo, estamos a atravessar uma grave crise financeira e não convém passar ao estatuto de desempregada, mas o meu cérebro anda a ficar exausto de tanto controlar a minha boca e se ele num destes dias resolve desistir, está tudo tramado.


1º cliente da manhã: Entra tempestuosamente com uma melodiosa frase matinal “Ouça lá, há imenso tempo que estou a tentar enfiar o cartão na ranhura para o carregar e a merda das máquinas não o reconhecem”. É pá, quando eles entram assim fofos e educados logo pela fresquinha, começam imediatamente a ganhar pontos. Pergunto-lhe se eventualmente não estará a introduzir o cartão na ranhura errada, ao que me responde com descrença “Ouça, eu sei o que é uma ranhura”, pois claro que sabe. Levanto-me solícita e acompanho o senhor a uma máquina onde introduzo o cartão. Fica a olhar com aquele ar de criança que é apanhada com a mão na lata das bolachas e balbucia “Ah. Era nessa”. Pois meu querido, era nesta, a outra é para cartões multibanco conforme especificado. E agora aqui só para nós que ninguém nos ouve, o senhor é gay não é!? Não é por nada, mas afinal o seu conhecimento de ranhuras fica um pouco aquém do desejado.

2º cliente: Entra também ele de forma tempestuosa, completamente histérico. “Venho reclamar do vosso serviço de merda palavra favorita do dia. Deixei uma situação para analisar há três semanas, disseram-me que teria a resposta em cinco dias no máximo e até hoje nada. Andam a brincar com o dinheiro dos clientes, essa é que é essa, roubam um bocadinho a um, um bocadinho a outro e vão enriquecendo ás nossas custas”. Deixei-o falar até à exaustão e quando finalmente terminou, perguntei-lhe o nome e calmamente fui buscar o processo, onde estão escrupulosamente anotadas todas as tentativas de contacto, dia e hora num total de vinte e uma chamadas não atendidas. Pois é meu querido, sabe o que é um telemóvel? É aquela porra que faz ring-ring e costuma ter um botão por baixo da palavra atender. Normalmente é usado como meio de comunicação, agora se o senhor o usa apenas no bolso das calças em modo vibratório, isso já é lá consigo, porque eu não sou rapariga para julgar ninguém.

E a coisa continua e promete continuar, já entreguei o livro de reclamações, para um desabafo completamente despropositado, já ouvi mais uns disparates nuns decibéis acima do normal e outros blábláblás de gente que se acha cheia de razão. Não sei se será falta de dinheiro, falta de sexo ou de qualquer outra coisa que eu agora não me lembre. Certo, certo é que hoje é um daqueles dias de “merda”, como tanto gostam de dizer os meus queridos clientes.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Momentos

Hoje, já na cama, depois da leitura da história escolhida, tive direito a um abraço apertado e longo, acompanhado de um beijo babado e um "Até amanhã, mamã fofinha". Ganhei o dia.
Nada melhor que um mimo dos nossos filhos, para nos alegrar a alma, aquecer o coração e fazer esquecer temporariamente os problemas da vida.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Mais um selinho


Esta menina, acha que o meu blog é um reino fantástico, fiquei babada com este miminho.  Muito obrigada minha querida também tu e o teu blog são fantásticos. Um grande beijinho.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Intervalo para publicidade

Esta menina, já está em campanha de Natal. Visitem o blog que tem coisas muito giras e fofas e quiçá, encontrem aquela prenda que é a cara chapada de alguém que conhecem. E ainda podem participar no sorteio que está a decorrer e habilitarem-se a ganhar 25 trincas, não, não são daquelas trincas com os dentes, terão de passar por lá para perceberem.

domingo, 10 de outubro de 2010

Mais um selinho



Esta menina e esta menina, ofereceram-me este selinho por ter comentado os seus últimos posts.
Obrigada minhas queridas, gosto bastante dos vossos cantinhos, daí não resístir a comentá-los sempre que tenho oportunidade.
O selinho é muito giro e muito representativo da classe feminina. Também eu, como gaja que sou, adoro malas e sapatos. E boys of course.



sábado, 9 de outubro de 2010

pequenos, Grandes gestos

Costumo queixar-me do trabalho que é desgastante. Quem atende público sabe que não é fácil, há de tudo um pouco e por vezes torna-se difícil gerir os diversos tipos de personalidades. Mas nem tudo é mau no reino dos subterrâneos, se a grande maioria apresenta um feitio difícil, no meio deles também vão aparecendo aqueles que nos deixam com um sorriso nos lábios e recordações engraçadas e simpáticas, pela simplicidade dos seus pequenos gestos.

Há uns tempos, apareceu-me um cliente ucraniano enorme daqueles que metem respeito só de olhar . “Sénhora, precisa trocar passe, patrão mudou local de trabalho”. Pensei para com os meus botões «isto não vai correr bem». Apresentei-lhe a nova politica das empresas de transportes, em que as trocas foram abolidas em prol das anulações, com cobrança de uma taxa diária de utilização. Pediu para lhe fazer as contas do dinheiro a receber, o que eu fiz enquanto lhe lançava o mais simpático dos meus sorrisos e dizia umas larachas. Resumindo, ia fazendo o papel da palmadinha antes da injecção, para que esta não fosse tão dolorosa. Finalmente, quando o computador me deu o resultado final, eu transmiti-lho um pouco constrangida com a miséria do total a reembolsar e com a certeza que o sr. iria passar-se e cuspir-me num olho. Quando acabei de falar fiquei a observá-lo na expectativa da reacção com que iria brindar-me. Ele ficou a olhar para mim com aquele olhar alheado e pensativo de quem está a fazer contas de cabeça, eu sustive a respiração e esperei a bomba do costume «O quê? Estão a querer roubar-me...». Mas os segundos passavam e ele nada, até que de repente os olhitos ganharam um brilho de vida, a boca rasgou-se num sorriso e ele debitou: «Com esse dinheiro posso beber dez cérvejas».
Desatei a rir, realmente uma situação pode ser boa ou má consoante o ângulo de observação. Expirei finalmente com alívio, todo o ar que tinha estado a reter e brinquei: “«Beba só nove e deixe a outra para mim, também eu estou necessitada de uma cerveja». Os olhos deles abriram-se numa expressão de espanto e questionou-me: «Você gosta de cérveja?» ao que eu respondi descontraidamente «Claro que gosto». Continuamos a conversar, ele assinou os papéis da anulação, eu entreguei-lhe o dinheiro e quando se levantou para sair disse-me «Você foi muito simpática, eu vou trazer cérveja p’ra você». Aí, foi a minha vez da reacção de espanto,  expliquei-lhe que estava a brincar, que não queria cerveja nenhuma e mais, que é expressamente proibido beber no local de trabalho, ainda podia ser despedida. Ele riu e despediu-se com um grande «obrigado sénhora».
Eu continuei o meu trabalho e esqueci o Anatoly, era este o seu nome, mas por pouco tempo. Passados uns minutos ele volta a entrar gabinete adentro com um sorriso malandro estampado no rosto e entrega-me o mais discretamente possível, com um olhar cúmplice, aquilo que se via nitidamente ser uma garrafa dentro de um saco de papel pardo (gato escondido, com o rabo de fora), eu fiquei encavacada a olhar para ele e balbuciei a meia voz «eu disse que era brincadeira, não valia a pena». Ao que ele respondeu «E eu disse que trazia, vá aceita depressa p’ra ninguém ver» e eu lá agarrei na garrafa atabalhoadamente e escondi debaixo da secretária, perante o olhar divertido da cliente que estava sentada à minha frente. E o grande Anatoly, que tem um tamanho proporcional à simpatia, virou costas e saiu com um ar satisfeito, deixando-me também a mim com um sorriso nos lábios.
Foi um pequeno gesto, mas que encerrava dentro de si algo muito maior, pela sua simplicidade e desprendimento.
Um grande bem haja, para todos os Anatolys deste mundo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Tempestades em copos de água

O excesso de trabalho anda a pôr-me doida. Chego a casa todos os dias com um cansaço físico e psicológico  tão grande, que só me apetece deitar e dormir até 2011.  O tempo livre que me resta é quase nulo, entre o chegar a casa, jantar, arrumar a cozinha e organizar as coisas para o dia seguinte, olho para o relógio e são dez da noite. Está na hora de obrigar o piolhito a ir para a cama, tarefa difícil pois ainda não tive tempo de lhe prestar  a devida atenção.  Estou a tornar-me numa mãe ausente, que se materializa apenas para fazer cumprir tarefas desagradáveis. De manhã é o acordar á força quando apetece tanto dormir mais um bocadinho, lavar a cara, tomar o pequeno almoço, lavar os dentes, vestir e ala para a escola que se faz tarde. Vemo-nos durante meia hora. À noite é o mesmo fado, a mãe chega e passado um pouco é vestir o pijama, lavar os dentes e ir para a cama porque mais uma vez se faz tarde. Estamos sempre com os minutos contados para alguma coisa. Tempo de qualidade para nós é algo para esquecer. Ainda bem que existem fins de semana, senão corria o risco de quase me transformar numa perfeita desconhecida. Hoje senti isso na pele, chorei de tristeza e mágoa e às tantas de raiva pela vida injusta que nos obriga a transformarmo-nos naquilo que não queremos e mais tarde ainda com mais raiva por não conseguir parar de chorar. Só pensava, porra, deixa de ser lamechas porque não há necessidade, existem por aí pessoas com problemas gravíssimos a lutar pela vida sem deitarem uma lágrima. Qual é o teu problema!? Tempestades em copos de água!? E não é, que é exactamente esse o meu problema, provocado pelo cansaço certamente, mas não deixa de ser uma tempestade num copo de água. O meu filho está cada vez mais habituado ao pai. O pai vai buscá-lo á escola, passeia com ele, dá-lhe o jantar, dá-lhe banho e brinca até aqui a chata chegar.  Portanto hoje, ele decidiu no meio de uma birra chorosa, que quer que o pai o vá levar á escola todos os dias, porque é do pai que ele gosta. Com cinco anos ele não entende que o pai trabalha de noite e por isso precisa de descansar durante parte do dia. Até porque, como pai abriu algumas excepções durante as primeiras manhãs do novo ano escolar, pois a adaptação à nova escola tem sido um drama emocional, ele agora acha que isso é plausível de acontecer todos os dias. E isto até seria fantástico, porque é sempre agradável saber que eles se dão tão bem. Não fosse aquele sentimento de aperto que me encolhe o coração, por me sentir cada vez mais dispensável devido à minha ausência e ouvir aquele choroso "eu gosto mais do pai", até me podia deixar de tempestades e ficar só pelos copos de água. Pois é, poder até podia, mas não consigo...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Voyeurs?...Analfabetos?...

Costuma-se dizer que uma imagem vale mais que mil palavras. Estou tentada em acreditar que esta é uma grande verdade. Vejamos o exemplo Facebook/Blog. Criei uma página há uns tempos no afamado Facebook, após alguma insistência por parte de uma colega. Parece que na altura eu já era quase a única do meio que não aparecia no “in” Facebook, o que me tornava uma pessoa um pouco “out”. Garanto que desde o inicio nunca achei grande piada à coisa e continuo sem achar. A informação que lá coloquei a meu respeito é mínima, quase nula, mas aproveitei para colocar diversas fotos onde apareço principalmente no meio motard que costumo frequentar com diversos amigos desse mesmo meio. E não sei bem como, porque após criar a página deixei de lhe prestar atenção, mas tenho uma legião de amigos. Ele não pára de chover convites de todo o lado e mais algum. A grande maioria rejeitados, porque não compreendo o interesse, principalmente quando esse interesse parte do garanhão cujo perfil diz querer conhecer mulheres e já tem dois mil amigos, do sexo feminino, pois tá claro. Nos entretantos, lá fui aceitando outros que me despertaram a atenção por qualquer motivo, mas nunca mais actualizei a página que tem andado por aí a vaguear, certamente já cheia de teias de aranha. E qual não é o meu espanto, quando um destes dias resolvo olhar com olhos de ver para a dita cuja, a pensar que tinha para aí quinze ou vinte amigos e me deparo com setenta. Pois é, para algumas pessoas pode não parecer muito, mas para mim é uma multidão, porque tenho a página há meia dúzia de meses e costumo usar mais a tecla ignorar do que a tecla aceitar.


Aqui se levanta a minha questão. Vivemos nós num país de voyeurs, ou de analfabetos que preferem ver fotos porque ler dá muito trabalho?

domingo, 3 de outubro de 2010

A minha máxima favorita

"Um sorriso simpático, vale por todas as palavras do mundo"

Usem todos os dias, de manhã, à tarde e à noite e garanto-vos excelentes resultados na vossa vida em geral e na vossa auto-estima em particular.

sábado, 2 de outubro de 2010

Pessoas fantásticas

Esta menina, escreveu um post no dia 30/09, que mexeu com os meus sentimentos mais profundos e ao qual não consegui ficar indiferente.

 Esta é uma situação que observo no meu dia a dia e que nunca consegui contornar, porque sempre me alterou o sistema nervoso. Esta é a situação que obrigatoriamente me irá expor porque é uma situação à qual não consigo ficar indiferente. Esta é a situação que me fará pôr fim ao meu anonimato, porque eu pretendo que toda a gente conheça a realidade latente no ser humano que nos rodeia.


O post, em questão, veio precisamente de encontro ao meu do mesmo dia, que escrevi de uma forma enigmática para que cada um tirasse as suas ilações, sem entenderem ao certo ao que eu me referia ou percebessem quem eu sou.

Hoje vou explicar tudinho.

Imaginem alguém preso debaixo de um comboio. Atirou-se? Caíu? Está vivo, morto? Ninguém sabe, estas coisas acontecem sempre naquela fracção de segundo em que ninguém está a olhar. Na altura isso também não interessa nada, há que cumprir com os procedimentos inerentes à situação “Ser humano preso debaixo de um comboio”. Pára tudo. O comboio não mexe nem mais um milímetro. À que chamar uma grua, a PSP, o INEM e os bombeiros. E até a situação ser devidamente resolvida, nada mexe, ou seja aquela linha fica parada até normalização completa do cenário. O que depende desse mesmo cenário. É assim, se o sujeito não morreu (ás vezes uma pessoa tem tanto azar na vida que nem o suicídio lhe corre bem), a coisa até é minimamente rápida. Se o sujeito morre está tudo lixado. Aí há que chamar o médico legista, porque um corpo não pode ser removido sem o parecer do mesmo e estes senhores são sempre umas pessoas extremamente ocupadas, daí que quando conseguem chegar ao local duas horas depois da chamada a malta ainda agradece com vénias e efusivos “Obrigado pela sua celeridade doutor”.

Até aqui tudo na conformidade, certo? Errado….

Eu sou aquela que trabalha naquele gabinete que diz ser do cliente e onde o dito cliente se acha sempre dono e senhor da razão, seja qual for a questão que o atormenta.

Portanto, vamos lá tentar explicar que a circulação está parada devido a uma queda ou suicídio.

Mais uma vez parece fácil, certo? Errado….

Estas situações fazem sempre emergir o que de pior existe no ser humano e que no fundo de tão ridículo até chega a ser engraçado por parecer inverosímil perante o comum dos mortais.

Para além do típico reembolso dos bilhetes, os quais a Empresa se prontifica de imediato a trocar, existem sempre os típicos contestatários.

Se lhes dão outro bilhete, não lhes faz falta porque não pensam voltar a viajar, se lhes devolvem o dinheiro é porque estão a gozar com eles, porque neste momento já estão tão atrasados que precisam de apanhar um táxi e a quantia apresentada não chega nem para fazer parar o dito cujo.

E é neste ponto que os verdadeiros seres humanos se começam a revelar.

Exemplos simples:

. Ouça, nem quero saber o que se passa. Quero é chegar ao meu destino rápidamente e você vai ter de arranjar maneira de me resolver o problema.

. Olhe, eu não quero saber se alguém está preso debaixo dum comboio, isso é problema seu, neste momento quero é saber como é que você vai resolver o meu problema de deslocação

. Tenho um amigo meu preso numa carruagem em plena galeria já há dois minutos. Ele está a ficar claustrofóbico e com falta de ar. Portanto se há um suicida debaixo do comboio, caguem no gajo e cheguem o comboio à frente para que os outros possam sair. Se está morto ou vivo??? Isso é cagativo, se o gajo está lá é porque queria morrer, só estão a ajudá-lo, a ele e ao resto do pessoal que quer é bazar dali para fora.

Estes são pequenos exemplos do meu trabalho diário, perante o meu típico cliente que acha ter sempre razão independentemente das circunstâncias.

Perante isto, acho que devo continuar a insistir na máxima: Ele há pessoas fantásticas, não há!?